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diasdeblog

28 de outubro de 2013 foi a data de saída do “Reflektor”, o quarto álbum dos Arcade Fire, e portanto já fez um ano de vida.

a capa em que aparece orfeu e eurídice, é a imagem de uma escultura do parisiense Auguste Rodin:

orfeu, da mitologia grega era poeta (mais talentoso que alguma vez viveu) e médico,

eurídice, ninfa pela qual o poeta orfeu desceu às profundezas de hades (terra dos mortos da mitologia grega)

e talvez seja com base em toda esta inspiração dos deus que continuam a fazer coisas tão extraordinárias.

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na verdade não é muito fácil gostar logo à primeira de um álbum que se limita a ter uns sons que fazem lembrar tudo e nada, talvez queira apenas reflectir a recepção dos sinais universais de uma qualquer civilização perdida nos confins de um a galáxia.

as antenas pode sugerir isso mesmo, uma direcção para o infinito que procura apenas criar ligações com algo que é transcendente e que não tem que ser, obrigatoriamente, endeusado.

talvez na suécia olhem e oiçam as coisas de uma forma diferente a que os Carbon Based Lifeforms são mais sensíveis e conseguiram assim captar essa transcendência de coisa nenhuma, mas que acaba por mover o espírito dos inquietos.

as paisagens musicais assemelham-se muito a um imaginário que estamos longe de conhecer mas que gostamos de conseguir conceber. a nossa capacidade criativa é isso mesmo criar ideias onde os outros apenas vêem coisa nenhuma.

 

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+ carbon based lifeforms

 

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o “achtung baby”, dos u2 é, talvez, um dos melhores álbuns da música rock contemporânea. os u2 sabem disso e a revista “Q”, também por isso decidiu comemorar o seu 25ª aniversário, e o 20º do álbum, com uma edição muito especial feita de covers encabeçados por grandes nomes da música. apesar disto ter acontecido em 2011 e de só agora ter “descoberto” tamanho tributo não tira em nada o assombro que este álbum encerra, ou melhor o assombro que senti ao ouvi-lo.

Patti Smith e Jack White assinam “Until the end of the word” e “love is blindness”, respectivamente, de forma extraordinária. vale a pena ouvir  e repetir até aborrecer. mas existem ainda outros nomes de monta, como é o caso dos Garbage ou dos Depeche Mode.

“Ăℎk-to͝ong Ba͞y-bi” é pois uma imensidão de talentos em nome de um talento planetário. não ficam eles nem os U2 ofuscados, trazem apenas novas dimensões a cada música.

agora os u2 anunciam um álbum para 2014, mas será que conseguem fazer qualquer coisa semelhante?

espero então pela supressa.

+ wikipedia

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natal 013

 

natal 013. tudo de bom. profundamente.

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escrevo neste teclado e imagino que martelo as teclas que criam estas músicas. é um desejo, uma ilusão.

surpreende-me, novamente, esta capacidade do nada criar o imenso, intenso, imersivo discurso teatral das palavras não ditas, de meras imagens que se criam espontaneamente e rodopiam como um vendaval que levante tudo o que está em seu redor. todas as folhas, todas as penas, todas as vontades, todas as angústias, todas as dúvidas, todas as interrogações, todas as indagações, todas as tormentas, todas as derrotas, tudo.

ah! e arrasta-se um travo forte a crescer na garganta e que teima em não explodir pela boca toda, pelos olhos, pelo nariz, pelos cabelos, pelos poros, por todo o lado.

e no meio do vendaval eis que ao longe, num olhar ainda enevoado, desponta um pequeno radio de sol, que devagar aquece toda a paisagem, que lhe traz calma, uma réstia de sossego, uma bonança.

fica assim sereno, quase inanimado o mundo, à espera de um novo temporal, mas que nestes breves instantes cria de novo a vida necessária para que o ciclo recomece, lento, devagar.

questionemos o que não conhecemos.

+ ólafur arnalds

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esta noite e por uma eleição ao acaso e totalmente baseada no desconhecido eis que surgem estes americanos, “Low”, que me entram pelos ouvidos dentro e que conquistam sem resistência. talvez seja por isso que é tão difícil deixar de ouvir este “c´mon “, porque é ao mesmo tempo tão relaxaste como perturbador.

mas a perturbação aqui assume um papel de desafio não de potencialidade de desequilíbrio o que também não seria completamente irreal.

é exactamente esta a dimensão para a qual sou transportado, uma introspecção individual cheia de altos e baixos e que ecoam lentamente numa viagem com idas e regressos.

algures nos sons que criaram tiveram tanta inspiração que agora não a conseguem descolar e ainda bem, são precisas coisas assim nos dias que correm.

+ low

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e de novo visito nils frahm, numa noite atípica em que perante os desafios decido não cruzar os braços. eles não devem ficar como duas árvores caídas, colados ao corpo. seria um peso enorme para suportar afinal as árvores, quando grandes, são imensamente pesadas.

decido então seguir em frente, num mar por vezes tempestuoso, mas que por isso mesmo ensina imenso a saber viver.

e é neste seguimento, quase perfeito que oiço estas, “For”, “Peter”, duas pérolas geladas que deambulam entre um sonambulismo denso e uma experimentação quase etérea.

estranho pensar que a música pode ter sabor, quando é algo de imaterial, mas na verdade parece-me quase doce toda esta névoa difusa. talvez seja a cenário perfeito para que o onírico se proclame como um ser superior. projectar acordado o imaginário intocável ainda causa maior satisfação que a concretização dessa mesma realidade.

+ nils frahm

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a noite mesmo não sendo tardia foge ao ritmo normal dos dias e talvez por isso é que a tento prolongar o mais que posso. sei também que o limite diminuiu drasticamente e irei sucumbir antes do meu desejo. vicissitudes.

faltava-me a banda sonora que a pudesse completar e assim mergulhar noite dentro sem grande resistência.

abrem-se os olhos para encontrar as teclas porque a claridade do monitor ainda me faz sentir a presença da tecnologia.

é esta mesma tecnologia que me permite estar a escrever e ouvir este “screws”, do nils frahm e que me deixou descarregar para o meu computador de forma totalmente legal este álbum. aliás quem quiser ainda pode visitar a página que o download ainda está activo.

a contrapor esta digitalidade toda está a música sublime que este alemão consegue produzir e que, segundo li, está a editar novo álbum este ano.

há uma ligação intimista que se cria automaticamente, isto porque, não há distrações possíveis neste álbum. a música é pura, quase que silenciosa, de um minimalista que por vezes faz crer que do silêncio mais nada resulta se não o próprio silêncio.

e é egoísta. esta música não dá para partilhar. é quase um exercício solitário que por uma qualquer razão ele decidiu partilhar. partilhar o seu silêncio e o seu egoísmo.

+ nils frahm

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estas coisas da música são tão rápidas que é praticamente impossível seguir tudo aquilo que sai e ouvir tudo aquilo que se gostava. por isso mesmo quando surgem estas surpresas leva-me sempre a pensar na quantidade de coisas excelentes que são produzidas e que não chegam com facilidade ao público para ser consumido. estas situações são tão ou mais evidentes quando a música do outro lado do atlântico demora demasiado tempo a chegar ou nunca chegam. a internet veio alterar esse paradigma e possibilitou aceder a artistas que antes se cingiam a um universo doméstico. claro que existe muito ruído à mistura o que dificulta algumas vezes essas tais boas descobertas. não podemos esquecer que afinal existem gostos para todos os géneros.

Peter Pisano e Brian Moen, dois americanos, lançaram este “Garden of Arms”, em 2011, pelo selo independente da Jagjaguwar (editora do grande Bon Iver) e conseguiram ao estilo indie criar um trabalho que impera pela sobriedade do estilo, voz, guitarra e mais uns arranjos simples e descomplexados.

na verdade não é uma obra prima mas é daqueles que se ouve e sem grande esforço consegue ser uma excelente companhia.

+ peter wolf crier

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http://pitchfork.com

este era um dos discos mais aguardados do ano e agora é fácil compreender o porquê.

os Arcade Fire conseguiram reforçar a sua identidade e não recuaram um milímetro na qualidade que já foram habituando a sua universal legião de fãs.

“Reflektor”, já deu uns singles e uns vídeos que há algum tempo circulam pela net. no site tem um teaser  de cerca de uma hora , que serve como um documentário ao próprio albúm.

eles não querem passar despercebidos, mas sabem que para isso nunca podem deixar de respeitar a sua génese ligada uma veia criativa que os diferencia dos demais.

a pitada atrativa no single “reflector”, é dada david bowie, e mesmo sendo uma breve participação, que já não é inédita,  confere ainda mais valor a esta banda proveniente do canadá que tem como limite o infinito.

não deve haver nenhuma discoteca, mp3teca, ipodteca, itunesteca, e afins, em que esta obra não tenha presença. não está completa, não pode estar.

 

+ arcade fire

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