
As bandas suecas continuam a dar cartas por aí, umas mais recentes do que outras, e ao que parece a música já se tornou num dos principais produtos de exportação daquele país nórdico. Talvez seja pela excelente qualidade de vida, que dizem, que existe por lá e que abre espaço para tão boas manifestações de criatividade. É bom que continue assim para poderem continuar a gerar coisas como esta.
E este quarteto, formado em 2000 numa terra chamada Jönköping, dizem ter influências musicais dos anos 80 e 90, e com isso respiram alguma sonoridade dos Stone Roses ou dos The Cure. São de facto belíssimas músicas, algo melancólicas, mas que são tão fáceis que duram no espaço e no tempo.
Já andaram pela Europa e a sua editora “Labrador“, que representa também uma outra banda conhecida, os The Radio Dept, abriu-lhes algumas portas tidas como mais “comerciais”, nomeadamente o aparecimento em algumas séries televisivas.
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A verdade é que já passaram 7 anos (14/07/2003) sobre a existência deste blogue e de uma fase mais regular para uma presença rareada cá vai sobrevivendo.
Seria interessante saber a percentagem de continuidade de blogues “pós-bum”, que ainda se mantêm no activo, apenas para me dar a sensação que existem situações piores que a minha.
Mas isso não deveria de servir-me de prémio de consolação uma vez que cada blogue é um caso e na minha situação este pretendia ser um reflexo, quase em tempo real, daquilo que me interessava. A verdade é que o tempo que tenho dedicado ao assunto tem escasseado e com ele a vontade vai esmorecendo. Mas penso que isso é um acontecimento natural.
Este exercício não quer ser um ponto final, talvez um ponto de retorno, em que serve também de auto-motivação.
Ainda existe um grito alto e do fundo, que vai continuar a alimentar aqui o sítio, até porque terminar seria anular uma parte, mesmo digital, da minha pessoa.
Mesmo não sabendo se alguém pára por aqui, seja porque motivo for, é suficiente pensar que eu venho cá.
Continue então a dança das letras.
Will Smith, Príncipe de Bel Air, que ao parece vai reaparecer em 2011, aparece a fazer o filme “Seven Pounds”, de forma brilhante. Eu não costume ser grande fã deste tipo de filmes, mais não fiquei indiferente nem à prestação do actor nem à mensagem que é transmitida de forma tão fantástica e intensa.
A história de um homem simples, que vê a vida a fugir-lhe e que dedica todas as suas forças a reunir um número de pessoas que irão, de alguma forma, garantir que o seu fim não termina, mas que tudo pode apenas ser visto de uma outra perspectiva é o mote. Ou pode ser um dos motes.
O dia-a-dia pode ser tantas vezes duro, incompreensível, difícil e ao mesmo tempo surpreendente, e pode, em algum momento, ligar-se à vida de outra, mesmo que isso nos seja inatingível.
Quem merece o que fica de nós e como ficamos na memória dos que ficam é algo que pode ser, milimetricamente, preparado.
É pois o poder do nosso infinito altruísmo e da imponderável bondade que lança o filme num rol de acontecimentos e de considerações que não deixam o nosso espírito quieto.
O sofrimento pode tornar-se bom?
A resposta está mesmo no fim e no fim começam outras histórias.
E não podia ser mesmo assim?
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O muito aguardado álbum da banda digital mais famosa do mundo, chegou em Março e fez furor. Eu tive e possibilidade de o comprar na loja hmv, em Londres e poupei algum dinheiro, comparativamente ao preço que estava em Portugal.
É verdade que este trabalho não está tão fantástico como o seu antecessor, mas a magia da banda está lá e é possível encontrar uns pares de boas canções. Pode dar-se o caso de não ser uma paixão à primeira “audição”, mas isso também se aprende. E a exploração da imagem é outro dos factores a destacar com os vídeos existentes a mostrarem forte investimento na criação de mini-filmes, com uma perfeição que deixa a dúvida no ar: até onde vai esta forma de arte?
Penso que o título do álbum nunca tenha estado tão, ironicamente, em voga como agora. As praias do golfo do México são, para a fauna e flora, uma verdadeira, plastic beach, onde é impossível escapar à massa viscosa e assassina.
Mas as nossas praias, ou vidas, que são invadidas, constantemente, com o “lixo” plástico, não ficam muito atrás das águas manchadas e empestadas de crude. Vamos sendo atolados artificialmente e por vezes de forma consciente. Assim é mais fácil, não é tão doloroso, afinal até é plástico!
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Editors – In This Light And On This Evening
by cajosilva 11.06.2010 @ diasdeblog, música 0 comentários
É ouvir do principio ao fim sem parar, aliás não é possível parar mesmo que se queira. Está a única forma que encontro para ouvir este “In This Light And on This Evening“, dos Editors.
Encontro aqui muita da essência de algumas bandas (Peter Murphy, The Mission…), que me acompanharam na adolescência e isso é o que enriquece este álbum. Existe aqui rock denso, cheio de dimensão, e não referir, “The Boxer”, “Like Treasure” ou o tema que dá nome a este trabalho de 2009, é passar ao lado das grandes músicas que a critica, na generalidade, pontuou como razoável ou mesmo como um regresso aquém das expectativas. A minha opinião é bastante diferentes, mas ela é rica de parcialidade.
Eles vão estar cá no dia 17 de Julho, no Festival Marés Vivas em Gaia, e essa é uma boa oportunidade para ver uma das minhas bandas de referência, actualmente.

Era o concerto, aquele concerto, ia mesmo ser! Tinha o bilhete, oferta de aniversário, e dois dias antes ou lá o que foi, vejo a notícia no facebook, e nem queria acreditar: os Depeche Mode desmarcam concerto por problemas com o vocalista. A coisa teve que ser confirmada em não sei quantos sites e todos diziam a mesma coisa, por isso tornou-se, dolorosamente real. A possibilidade apresentada seria anunciada, posteriormente, mas tudo apontava para Novembro em Lisboa. Fui trocar o bilhete à FNAC e acabei por comprar um outro cd que não o da banda, senti-me desapontado. Não fui ver o concerto, mas sei de pessoas que foram e até hoje penso que terá sido fantástico, pois não perguntei como correu.
E agora, numa aproximação, tenho ouvido o cd no carro. A descoberta tem sido fenomenal e arrisco a dizer que é das melhores coisas que eles fizeram até hoje. Está cheio de energia, um rock electrónico poderoso em contrabalanço com algumas melodias que fazem correr lentamente o tempo. São os Depeche Mode em grande forma, que não arriscando, fazem jus ao seu nome, cheio de grandes álbuns, grandes músicas.
Já são uma das grandes bandas de referência, mas não querem ficar por aí, querem continuar a ir ao encontro de toda uma geração que os viu a crescer como músicos. Ficar sem eles será estranho, será o fim de uma era, quererá dizer alguma coisa, bastante. Por agora rompem os silêncios e deambulam repletos de emoção.
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Eles vêm aí, ao festival Super Bock Super Rock, no dia 18 de Julho. É tempo de começar a ouvir o último álbum dos The National, “High Violet“, e não é uma opção é quase uma obrigação, pois as músicas que o compõem, são perfeitas melodias sem excepção. A tristeza, a melancolia, o medo, a vontade de mudar, a incapacidade de lutar são estados de alma que fazem ouvir, repetidamente, mas de forma quase intemporal. Somos levados numa viagem que não sabemos se queremos ser acordados, mas lá longe, onde brilha uma pequena luz, encontramos a saída. Não vale olhar para trás, não devemos, não queremos ser novamente perseguidos pela beleza estonteante das palavras. Aí fechamos os olhos e num salto encontramos a realidade, corrente, à nossa espera. E por momentos pensamos que não foi nada mais que um sonho bom.
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A ideia não é falar de política, coisa que anda muito mal vista, mas do programa da TSF, que dá às sextas-feiras, às 19h e que repete aos sábados às 12h.
Os protagonistas, todos conhecidos da praça pública, em diferentes áreas, conseguem de forma satírica, abordar assuntos da actualidade, que preocupam a sociedade civil e ainda, de forma rebuscada, comentam, através da criação de possíveis pastas e ministérios, assuntos menos mediáticos, mas igualmente dignos de considerações. É o Governo Sombra.
É por tudo isso e pela qualidade das ideias/intervenções, que recomendo o programa. Nunca a monotonia ali tem lugar, apenas uma disposição própria de coisas que por vezes parecem comédia.
![mil grous [imagem | diasdeblog | cajosilva]](http://farm5.static.flickr.com/4003/4497765807_539d1c061a_b.jpg)
E escolha de um livro é sempre algo especial. Não respondo ao impulso de comprar livros apenas por comprar, embora muitas vezes fosse esse o desejo, e por isso tento comprar tendo a certeza que o vou ler e só depois é que penso no próximo e assim sucessivamente. É uma opção, como outra qualquer, mas obriga-me a seleccionar com rigor o que quero e assim ter a motivação suficiente para ler e não acumular vontades.
Este “mil grous”, do japonês Yasunari Kawabata, laureado com o Nobel da Literatura, é disso um feliz acaso.
Belo do princípio ao fim, carregado das tradições japonesas, da cerimónia do chá ao processo de escolha de esposa. Forte em imagens delicadas, como folhas de papel, e levantando as questões da natureza humana com um quase romance, como papel de fundo.
Nada é existência certa, apenas passos relativos, em que pensamentos, dúvidas, olhares preenchem dias, que pelas vicissitudes da vida, nunca são nem podem ser iguais.
Os livros vivem sempre numa linha difusa entre o possivelmente gostar e o provavelmente desiludir, por isso não recomendo, apenas deixo pequenas impressões, tão superficiais quanto o rasto de um grou numa tarde de primavera.
perco
em cada fracção de segundo,
a vontade que não é minha,
esvai-se no exacto momento em que a reclamo,
olho-a depois de soslaio, com desdém
já não a desejo.
ando
e por breves respiros
é apenas uma lembrança
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