[imdb]

Este e um dos filmes que gostei mais de ver nos últimos tempos. Passado na antiga Alemanha, no lado comunista, retrata a vida controlada e controladora do sistema. Tudo, infinitamente, monitorizado, exigia formas inteligentes de sobrevivência intelectual, onde as vidas se confundiam com um qualquer livro de ficção. Mas, como em tudo, existem bolhas de ar que dão esperança e impelem para um novo raiar.
Pelo filme fui levado a uma realidade que não conheci, ao período pré 25 de Abril e, a inexistência da mal tratada liberdade. É portanto uma viagem a memorias recentes, que teimam em acordar em períodos de fragilidade social, e que se cruzam com defensores saudosistas e, possivelmente, oportunistas.
Depois existe o amor, esse sentimento único e universal, que consegue unir pontos distantes e resumir factos difíceis.

Quando li o livro “A Crónica dos Bons Malandros”, com uma idade que já nem me lembro, iniciei uma ligação com o autor que desconhecia. Não por me recordar com rigor da história, mas sim pela graça que achei aos personagens, pela leveza com que o li e a satisfação que tive no final. Não sei se tivesse lido mais livros de autores diferentes se o efeito teria sido o mesmo, mas que ficou algo por explicar, lá isso é verdade.

Agora quando vejo um livro novo do Mário Zambujal dá-me vontade de o comprar, porque estou sempre à espera de encontrar algo semelhante ao que li.

Este, “Uma noite não são dias”, passado no esquisito ano de 2044, está cheio de peripécias e personagens que se vão (des)encontrando e construindo uma teia de acontecimentos, que alguém tarda em conseguir explicar. Interessante é a caracterização que faz de uma Lisboa multidimensional, afastada no futuro e cheio de referências a personagens, acontecimentos de um passado presente.

É uma leitura rápida, ávida de um final inesperado, mas que sabe prender e atribuir uma reviravolta entusiasmante.

Não sendo excepcional, no meu entender e gosto, é obra de um autor que sabe dar de si e que vive uma vida estimulante, lá longe no seu refúgio algarvio.

eles vêm fazer uma visita, no próximo dia 16 de Janeiro, ao Coliseu de Lisboa. será sem dúvida um concerto único.

este álbum “Love  2″, que foi sendo promovido através de várias plataformas, nomeadamente através do facebook e que disponibilizou algumas faixas ao fãs, chegou e venceu.

os AIR continuam a ser uma das principais referências da música francesa. são capazes de recriar ambientes sonoros fantásticos, em que a componente electrónica assume uma dimensão mágica chegando ao equilíbrio perfeito com vozes etéreas.

confesso-me fã deste duo mágico e recomendo, claro! como não poderia recomendar qualidade? perfila-se como um dos álbuns do ano.

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num mundo perfeito a liberdade de escolha é  incondicional

E ainda referente ao concerto dos KOC, algo passou despercebido nas reportagens, nos comentários, nas notícias, mas não a quem lá estava, pelo menos a mim: Javiera Mena. A chilena que fez a primeira parte dos KOC, em jeito acústico, iluminou toda a sala. Ela, o piano e uma voz límpida, forte e ao mesmo tempo frágil, apresentou, entre outras, “Sol de Invierno”, “Al Siguiente Nivel” e  “Esta en tus manos”. Como eles disseram [KOC], na apresentação, o que é descoberto e tem qualidade, deve ser revelado ao mundo, para que assim outras pessoas o conheçam. Ainda bem que pensam assim, ainda bem que existem vozes assim, e ainda bem que posso ouvi-la! E hoje, com este céu carregado e cinzento, sabe tão bem!

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tudo começou com uma simples conversa: a possibilidade de ir ver o concerto dos Kings of Convenience, no Theatro Circo em Braga, no dia 2 de Novembro. Ficou logo combinado que iríamos comprar os bilhetes, contudo após tentativa, essa possibilidade era uma miragem, isto porque o concerto estava esgotado. Uma desilusão, pois mais uma vez essa hipótese tinha ido por água abaixo.

o tempo passou e nunca mais pensei no assunto, pois era dado adquirido que não havia bilhetes.

no dia 2, sem esperar, surge o desafio para ir a Braga ao aniversário de um amigo, mas chegado lá, não havia nenhum aniversário, apenas um jantar para depois ir…ver o concerto dos KOC. Fantástico, uma surpresa extraordinária.

a hora corria e o jantar teria que ser rápido. nos entretantos, enquanto esperava pelo prato escolhido, olho para dentro do restaurante e vejo um sujeito, com uns óculos grandes, a olhar para mim a sorrir a acenar. eu, no primeiro momento, não percebi quem era, mas depois vi que era Erlend Øye que estava com o resto da comitiva. no momento não vi, ou reconheci Eirik Glambek Bøe, mas lá estava ele a um canto da mesa.

fiquei entusiasmado e decidi ir trocar uma palavras com Erlend, visto ter parecido muito acessível. entrei no restaurante (eu estava na esplanada) e fui à mesa onde tinham terminado o jantar e estavam a pagar, preparados para sair. entreguei-lhes os bilhetes, assinaram e desejei-lhes um bom concerto.

lá dentro, na sala magnifica do Theatro Circo, os KOC, deram um concerto fantástico, em que conseguiram, mesmo com músicas calmas, que direccionavam a coisa para um momento mais intimista e calmo, agarrar o público e levá-lo ao rubro. pessoas de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e demais redondezas, participaram activamente no concerto tendo sido prendados com a versão aporteguesada do “Corcovado” de Tom Jobim.

foi sem dúvida uma noite memorável por várias razões. e a surpresa deixou-me rendido. faltam apenas as fotografias “oficiais” do concerto.

[theatro circo] [theatro circo facebook]

em entrevista à Ípsilon , os Kings of Convenience, explicam a razão do nome deste álbum, mas não explicam  como conseguem criar melodias tão fantásticas e tão, facilmente, assimiláveis. mas talvez seja essa a magia da música, a incerteza e indefinição da criação.

a capa do próprio álbum “Declaration of Dependence” transmite a emoção que se revela em cada música. um olhar para o imenso mar, onde a calma do seu estado contrapõe com as ondas que se esvaiam na areia e a concentração do dedilhar da guitarra frui com a brisa que bate na palmeira que observa todo o cenário numa perspectiva privilegiada.

a espera, obrigatória, que separa a edição de cada trabalho dos KOC, e das demais bandas, cria a eterna expectativa de: como vai ser, e depois confrontado com a resposta a reacção é-me comum: bestial, parece que estas música sempre existiram!

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só hoje percebi que já não escrevia no blogue desde 25 de Setembro. é de facto pouco tempo, mas o suficiente para quem passou por aqui achar que isto estava morto. mas é aquele eterno problema: amanhã escrevo qualquer coisa ou estou cansado e não faço ideia do que possa escrever ou ainda não tenho tempo.

a este distanciamento não é imune a utilização do facebook, rápido e sempre em actualização. um messenger mais dinâmico como costumo chamar. é de facto mais fácil em poucas palavras comunicar com os amigos ou com quem aceitou partilhar o seu facebook.

a vida, contudo, continua e há sempre coisas a acontecer, muitas dignas de ficarem registadas para memória futura, que é o que ainda considero este blogue.

e por isso mesmo tudo aqui vai continuar, como eu, deste lado da realidade.

Foi há cerca de um mês que, depois de ter recebido o meu gira-discos, decidi ir à procura de sítios de venda de vinis. Não  o fiz de forma desenfreada pois esperava encontrar espaços alternativos, onde a bom preço, pudesse iniciar a minha colecção. A oportunidade surgiu no Porto, na feira que se faz todos os sábados, na Praça Carlos Alberto. Andei a passear pelo espaço, a ver as várias ofertas, a preços mais ou menos altos, e encontrei algumas curiosidades. Numa das bancas onde parei, estavam 2 discos a 150€, cada. O vendedor, após ter percebido a nossa perplexidade, decidiu explicar: um deles, dos Trabalhadores do Comércio, era uma edição com capa censurada, que foi reimpressa 4 dias depois sem a caneca das caldas, o outro era de uma banda do Porto, que editou apenas um ou dois LP e mais nada. Ele sabia e tinha-o porque um familiar tinha feito parte desse grupo.

Depois de ficar indeciso entre “The Joshua Tree” dos U2 e o “Dark Side of The Moon”, dos Pink Floy, optei por este último, na esperança de num futuro próximo possam vir o dos U2, dos Radiohead, The Cure, Arcade Fire…A lista seria extensa, portanto o melhor é parar e usufruir do que tenho. E sem dúvida que o som saído de uma coisa destas é tão, tão diferente e tão imensamente refrescante.

atualizado em 24/3/2009 – 15h58
Discografia U2
Achtung Baby: 1991
01. Zoo Station
02. Even Better Than The Real Thing
03. One
04. Until The End Of The World
05. Who´s Gonna Ride Your Wild Horses
06. So Cruel
07. The Fly
08. Mysterious Ways
09. Tryin´ To Thow Your Arms Around The World
10. Ultra Violet ( Light My Way )
11. Acrobat
12. Love Is Blindness
Rattle And Hum: 1988
01. Helter Skelter
02. Van Diemen´s Land
03. Desire
04. Hawkmoon 269
05. All Along The Watchtower
06. I Still Haven´t Found What I´m Looking For
07. Freedom For My People
08. Silver And Gold
09. Pride (In The Name Of Love)
10. Angel Of Harlem
11. Love Rescue Me
12. When Love Comes To Town
13. Heartland
14. God Part II
15. The Star Spangled Banner
16. Bullet The Blue Sky
17. All I Want Is You
The Joshua Tree: 1987
01. Where The Streets Have No Name
02. I Still Haven´t Found What I´m Looking For
03. With Or Without You
04. Bullet The Blue Sky
05. Running To Stand Still
06. Red Hill Mining Town
07. In God´s Country
08. Trip Through Your Wires
09. One Tree Hill
10. Exit
11. Mothers Of The Disappeared
Wide Awake In America: 1985
01. Bad (Live)
02. A Sort Of Homecoming (Live)
03. Three Sunrises
04. Love Comes Tumbling
The Unforgettable Fire: 1984
01. A Sort Of Homecoming
02. Pride
03. Wire
04. The Unforgettable Fire
05. Promenade
06. 4th Of July
07. Bad
08. Indian Summer Sky
09. Elvis Presley And America
10. MLK
War: 1983
01. Sunday Bloody Sunday
02. Seconds
03. New Year´s Day
04. Like A Song…
05. Drowning Man
06. The Refugee
07. Two Hearts Beat As One
08. Red Light
09. Surrender
10. ´40´
Under A Blood Red Sky: 1983
01. Gloria
02. 11 O´Clock Tick Tock
03. I Will Follow
04. Party Girl
05. Sunday Bloody Sunday
06. The Electric Co.
07. New Years Day
08. ´40
October: 1981
01. Gloria
02. I Fall Down
03. I Threw A Brick Through A Window
04. Rejoice
05. Fire
06. Tomorrow
07. October
08. With A Shout
09. Stranger In A Strange Land
10. Scarlet
11. Is That All?
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