festivais

Era corrido o ano de 1995 e ali estava eu no primeiro concerto SuperBock SuperRock que se realizou. Foi um cartaz magnífico, recheado de grupos que pela primeira vez pisaram solo luso e que deram vida ao cais de Alcântara em Lisboa. Vi Cure, Morphine, Faith No More…Young Gods, e quantos mais? Ainda guardei o cartaz, religiosamente, durante uns tempos, mas depois com as arrumações de casa foi-se! e que pena, agora teria guardado aquele mesmo cartaz, de novo religiosamente.
Mas de um momento para o outros os festivais multiplicaram-se, muito pela política de markting das empresas nacionais de cerveja, e dos telemóveis e das rádios e de organizações mais ou menos conhecidas ou então de pessoas com conhecimentos no mundo da música e isso veio trazer ritmo aos nossos dias. Vêem- se agora pessoas a correr o país de lés a lés para estarem nos festivais todos, todinhos. Já pensaram que isto mudou a vda dos portugueses? É verdade, mudou, agora até há pessoas que marcam as férias para coincidirem com os festivais. E o dinheiro que movem, e as modas que promovem, lembram-se daquele que de um momento para o outro pôs o país a gritar: Ohhhhhhhhhh Elsaaaaaaaaaaa!!! Ohhhh Elssssssssssaaaaaaaaa! Lembram-se? Eu lembro.
Os festivais vieram, definitivamente, mudar a nossa vida. Que bom! Festivais, sempre.