Hoje vi um filme que já não está no circuito dos grandes ecrãs, mas que é um filme interessante, não tanto pela excelência do trabalho de realização, mas pela história em si mesma.”Camara Indiscreta”.
A história resume-se a pouco mais do que um homem que trabalha numa loja de revelação de fotografias e que tem em sua casa todas as fotografias de uma família que é cliente habitual da loja onde trabalha. É um homem só, sem família, e desta forma sente que faz parte dessa família, que tem como exemplar. Tenta uma série de aproximações, sempre na perspectiva de se ambientar, mas as tentativas são sempre frustradas, até que acaba por ser despedido, por o patrão ter descoberto que havia uma discrepância entre o número de fotos reveladas e o valor de caixa. Este em desespero de causa começa a vigiar a família e acaba por descobrir que o marido tem uma amante e aí termina o sonho da família perfeita. Acaba por ser preso depois de ter atentado contra a segurança de ambos.
A história parece, assim, estranha, e pode até estar mal contada por mim, mas já pensaram nas pessoas que vêem as fotografias que mandamos revelar, já pensaram que num dado momento partilhamos a nossa intimidade com alguém que não conhecemos e que podemos nem querer partilhar nada? Pode realmente ser perigoso, ou não, revelar sempre as fotografias no mesmo sítio, o que seria de repente virmos o nosso historial todo na net, por exemplo. Sabem que as lojas guardam os negativos durante bastantes anos? E se estes caírem em mãos erradas? Eu nunca vi nada disto a acontecer!, mas hoje tudo pode acontecer!
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a história parece cativante…
quando revelo fotografias, trago sempre os negativos comigo…