Poemário

No Natal um amigo meu ofereceu-me o Poemário 2003 da Assírio e Alvim. Para quem não conhece é uma compilação que atribui a cada dia do ano um poema, um pensamento ou um pequeno excerto de obras de autores todo o mundo. Hoje olhei para ele e deu-me vontade de partilhar um desses poemas, sendo o que corresponde exactamente ao dia de hoje, 18.

Procuro na morte a vida,
saúde na enfermidade,
na cadeia a liberdade,
no mui fechado saída
e no traidor lealdade.
Mas minha sorte, de quem
jamais espero algum bem,
como céu estab’leceu
que, se o impossível peço eu,
nem o possível me dêem.

Miguel de Cervantes (1547 – 1616)
Antologia da Poesia Espanhola do “Siglo de Oro” – Renascimento
(tradução de José Bento)



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