Arquivo de September, 2003



Depois de andar a ver quais tinham sido os últimos posts deparei-me com o post do ENE COISAS e sinceramente não fiquei muito satisfeito. Claro que fico contente por ver que a comunidade está a crescer e que dois dos seus principais dinamizadores se uniram para escrever um livro, mas o que não me deixa [...]

E se Deus fosse um de nós?
Não, não tem nada a ver com o último filme do Jim Carrey, foi umas das questões que ouvi da boca de um dos novos Cromos da TSF e fez-me pensar.
Se realmente um de nós assumi-se todas as acções de Deus (para os crentes esta questão é pertinente) como [...]

Esta manhã acordei e mais uma vez ia tomar banho de água quente, mas tal não foi possível. O esquentador não arranca e a água continua a correr, fria. Já falei com o senhorio para ele ver a situação, mas até agora nada. É complicado assim, pois a água quente logo pela manhã parece que [...]

- Amas-me?
- Porque é que perguntas?
- Diz-me amas-me? Di-lo sinceramente.
- O que é que se passa, o que te deu?
- Porra pá, responde à pergunta. Ou sim ou não.
- Amo, claro que sim, tu sabe-lo. Porquê? Tu amas-me?
- Mude-mos de assunto.
- Mudar de assunto, porquê? Responde-me agora ou não sabes?
- Não sei o quê?
- Se [...]

personagens fictícias 5

Saloma
Grotesca nos modos
Peito cheio e largo
Pele vermelha do vinho
Baixa como um cepo de oliveira
Enérgica como um garoto
Cheia de memórias
Cheia de saudades

personagens fictícias 4

Ramalho
Indivíduo careca
Com idade para ser avô
Saltava como um garoto
Quando o verde da esperança lhe dava alegria
O coração esse ainda aguentava
Mas já falhava em momentos chave,
Mas a vida continua, dizia
E cheio de orgulho
Exibia as fotografias dos seus netos
Com os seus filhos lá longe
Estava sozinho
E assim passava os dais
Quebrado pela alegria da esperança.

E o Rómulo
Senhor entrado com o tempo
Apreciador de um bom prato
Regado de boa pinga
Passava as tardes no jardim
A jogar sueca e malha
A reforma ia na doença
Malvadas cataratas
Temeu-se o pior, mas resolveu-se
Sozinho no mundo
Com o trabalho dos filhos malditos
Vivia momentos de angústia
Já não tinha força para mais
Nem alegria dos netos
Chamo-lhe avô
As rugas dão-lhe esse poder
Óptimo contador [...]

personagens fictícias 2

Armanda
Galinha acrobática
Cheia de fome e peste
Andava à coca
Com ranho no nariz
Sem tusto no bolso
Mas com bolsa recheada
Para o serviço no quintal da Zelinda, mulher do Aníbal
Sacana da mulher
Na Segurança Social
Já lhe sabiam o nome
Era amiga dos amigos
Prestadeira, calhandreira
Não era má peça,
Faziam-na, coitada!!!

personagens fictícias 1

O Zé Manco
Indivíduo direito
Senhor de papel
Com carro à condição
Exibia-se às sextas
Junto do café do Sousa
Com um fato caro
E cabelo a preceito
Era cobiçado pelas madames
Que não lhe conheciam a peça
Dizia-se ter filhos sem conta
Mas ninguém lhos conhecia
Homem sem medo
Ia a todas sem receio
Sem mulher em casa
Comia fora, no Aníbal do Pimpolho
Era impecável diziam
Altruísta e amigo dos [...]

o que há de sagrado em ti?
Nada?
Sim há a alma
E o teu corpo é a ideia de ti mesmo.