Os dias vão aparecendo no calendário por ordem decrescente e eu vislumbro, cada vez mais rápido e cada vez mais perto, as férias. Os dias agora parecem mais longos, menos breves, mais enfadonhos, mais irritantes, menos bonitos, mas julgo que é empre assim quando os dias de férias se aproximam de nós e começam a acarinhar o nosso espírito.
Mas há algo de estranho em todo este processo que é, excatamente, o período real das férias. Estranhamente os dias de férias acabam sempre por ser curtos e ficamos no final com a sensação que podiam ser bem mais, e que lhes preenchiamos as 24 horas de uma outra forma.
Estou mesmo assim a olhar ansiosamente para o calendário, estou cansado e exausto e aos poucos e poucos a minha tolerância vai-se desvanecendo e correndo para o vazio. Não pode ser assim, primeiro e antes de qualquer objectivo deste estar a nossa capacidade de descernimento.
Os dias esses aproximam-se rapidamente do fim…