diferenças

Não foi com grande espanto que me apercebi das profundas diferenças entre o nosso país e “nuestros hermanos”, mas no fundo senti alguma tristeza por sentir que ao longo de todos estes anos temos sido visivelmente enganados e vítimas da sofreguedão descontrolada de uma série de artistas finaceiros.O dinheiro que todos os anos provém da União Europeia, em forma de subsídios, é notoriamente mal investido e quando é bem investido serve logo para tapar todos os males que anteriomente foram feitos, assim julgo que o país não terá muitas mais possibilidades de um desenvolvimento sustentado e integrado (devo admitir até o espanto do nosso 23.º lugar no Relatório do Desenvolvimento Humano), mas há quem não pense assim e continua a dar o benefício da dúvida e com essa dúvida penhore o futuro de todos nós. Mas o que interessa isso!

Para não parecer que falo recorrendo à filosofia política passemos então ao concreto, mas vou fazê-lo recorrendo a um exemplo: depois de desdobrado um mapa de estradas de Portugal/Espanha e depois de uma primeira análise não muito demorada podemos verificar, de imediato numa grande diferença, as ligações entre as principais cidades, quer do interior quer do litoral, são visivelmente pensadas e planeadas e superiores. Todas elas têm a afluir a si auto-estrada e estrada nacional, quando encontramos casos em que uma é um número rídiculo.
Sei que as explicações podem ser mais que muitas, principalmente se vierem de políticos, mas exiete uma de raiz, planificação a médio e longo prazo. Por cá o difícil é quando se tem que planear as coisas, nem que seja a curto prazo, falta-nos mais visão estratégica.

Depois no terreno, i.é quando andamos efectivamente pelas estradas, poderemos verificar uma outra grande diferença, o não pagamento de portagens nas “auto-vias” e a par desta verificamos também que, muitas das estradas nacionais têm e estão em melhores condições que a nossa famosa A1.

São estas, entre muitas entenda-se, diferenças que me deixam apreensivo quanto ao nosso real desenvolvimento. Não quero pensar que nos continuam a atirar areia para os olhos, mas sou obrigado a isso.


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