Recordo-me que há um tempo atrás deparei-me com um provérbio africano, em que dizia que: um segredo é algo partilhado a dois, um terceiro estraga-o.
Logicamente que este conceito é aplicado pressupondo que uma das partes pede segredo, isto é, pede que, o que foi ou é contado, não seja revelado a mais ninguém. Parte-se, assim, do princípio que quando este compromisso é quebrado o segredo deixa-o de o ser automaticamente. É certo que este procedimento não é minimamente correcto e deixa, quase sempre, as suas sequelas.

Mas quando alguém tem uma conversa connosco de forma informal e os pressupostos anteriores não existem, logo depreendemos que não há segredo algum. Assim se contarmos o que nos foi relatado a mais alguém não estamos a quebrar nenhum segredo, logo não devemos ser condenados por delito. O pior é quando uma das partes considera que havia segredo, o que dá desde logo grande confusão.

Então em que é que ficamos? Tudo o que nos contam é segredo e deve ser encarado como tal, devemos nós perceber o que é o segredo, ou ainda o segredo só existe quando alguém nos pede sigilo?