E o Rómulo
Senhor entrado com o tempo
Apreciador de um bom prato
Regado de boa pinga
Passava as tardes no jardim
A jogar sueca e malha
A reforma ia na doença
Malvadas cataratas
Temeu-se o pior, mas resolveu-se
Sozinho no mundo
Com o trabalho dos filhos malditos
Vivia momentos de angústia
Já não tinha força para mais
Nem alegria dos netos
Chamo-lhe avô
As rugas dão-lhe esse poder
Óptimo contador de histórias
Sem ouvintes sem tempo
Até quando o jardim e as cataratas?
Como não sabia qual das personagens fictícias comentar escolhi esta, sem razão especial.
acho que conseguiste retratar algumas das muitas figuras caricatas do nosso Portugal!