tasquinhas

Eram 12h e o tempo estava meio fosco. Um daqueles dias quem nem chovia nem fazia sol, mas mesmo assim o calor era suficiente para percorrer as ruas com as janelas do carro abertas. O pequeno almoço tinha sido tomado, em jeito de corrida, num dos supermercados existentes na cidade, o Intermarché, e tinha sido possível experimentar um daqueles croissantes de chocolates bem fresquinhos acabados de fazer.
A ideia passava por ir almoçar alguma coisa e visitar a feira, que estava a mobilizar multidões, ver as peças de artesanato, estar com os amigos e sair para a estrada. E assim foi. Chegámos para almoçar às 12.38h e já estavam centenas de pessoas sentadas a devorar todos os petiscos das 18(?) tascas presentes. Uma imensidão de gente em actos desesperados para arranjar lugar sentado, embora não sendo esta a hora de maior afluência, partilhavam o espaço com o fumo que teimava em não sair da tenda, mesmo estando esta totalmente aberta. A escolha apresentou-se rápida e conseguimos comer um grelhado misto, aliás era tudo menos grelhado misto. Como manda a regra a comida estava boa bem como a companhia que estava à nossa frente, pessoas simples do campo que faziam ali, provavelmente, a sua excentricidade do mês ou do ano.
Terminámos o almoço e o que estava planeado foi cumprido na intrega, porque nisto não há nada como ter algum tempo para estar com os amigos.

Isto das Tasquinhas é um fenómeno interessante. Começou algures numa dessas feiras gastronómicas e rapidamente de propagou a todo o país, conseguem atrair milhares de pessoas, na que eu estive esperavam-se cerca de cem mil visitantes, e movem milhares de euros. Confesso que sou assíduo naquela feira, não só porque gosto mas também porque considero ser importante contribuir para a implementação de uma tradição, que ao contrário de outras não carece de legalização.


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