Desde há muito que ouço falar sobre a não colocação dos professores nas escolas e principalmente em colocações que não eram de eleição dos mesmos. Todos os anos é uma catrástrofe nacional, quer pela quantidades de professores que ficam por conta do subsídio de desemprego quer porque, eles, têm que palmilhar o país para encontrarem algum horário por preencher. Entendo que seja aborrecido o ter que andar de um lado para o outro e mais ainda ficar sozinho numa terra onde não se conhece ninguém, mas o que não entendo é o porquê desse problema ser transformado rapidamente em algo de transcendente e de problema nacional.
Se bem me recordo a opção de ser professor é individual e opcional, isto é, ninguém vai para professor na ilusão de que vai ganhar muito dinheiro ou que vai ter o futuro garantido sem trabalhar. Recordo-me também que não é obrigação do Estado ser uma alternativa obrigatória para todos os professores e muito menos para todos os sectores de actividade, se assim fosse a máquina da função pública apresentaria números inestimáveis.
Calculo que os professores quando terminam o seu estágio, e falo da grande maioria, espera que o estado lhes resolva o problema de colocação, logo de trabalho efectivo, o que, na minha opinição, é desde logo um pensamento de tratamento desigual.
É tempo de todos os que pretendem ir para o ensino superior, na perspectiva de serem professores, e todos os que já são, perceberem que não é, nem deve ser, o Estado o salvador da sua condição (é sim totalmente legítimo questionar o porquê do Governo anualmente abriar vagas para os respectivos cursos).

É então legítimo aparecerem profissionais de outras áreas a exigirem o mesmo tratamento e a mesma atenção por parte do Governo, visto que a responsabilidade é a mesma.

Sinceramente, os professores deveriam ter uma postura de maior flexibilidade até porque o mercado de trabalho exige isso mesmo, quer mental quer física.