- “Há quem diga que o senhor é mais político do que santo. O que é que tem a dizer sobre isso?”
E o homem santo olhou para ela desviou o olhar e teve a vontade de a fulminar logo ali. Ficou incrédulo com a frase e nem se quer respondeu.
Ela, a jornalista, percebeu a momento menos bom da entrevista e tentou apaziguar as coisas, de uma forma muito correcta e discreta.
Ele, olhou novamente para ela e ouviu a pergunta que a jornalista lhe fez.
A entrevista continuou sempre com um sorriso da jornalista e com o ar incomodado do homem santo.
Isto aconteceu e foi hoje na RT1, foi na entrevista que o D. José Policardo deu à directora adjunta de Informação da RTP, Judite de Sousa.
Um padre, segundo reza a história, a tem a sua missão, e essa é servir Deus e o Homem. Mas como devemos calcular eles também são homens e logo podem ser seres políticos, assim como aqueles, os verdadeiros. E sem dúvida nenhuma que aquele que hoje esteve a falar na televisão defende os seus interesses (e que, provavelmente, serão também os da Igrela Católica Portuguesa) e esqueceu a sua representação enquanto homem santo.
Mas as coisas não são mesmo assim?