a imaginar

Fui até à minha varada e comecei a ver as janelas do prédio à frente do meu. Algumas estavam abertas e através delas pude ver algumas coisas dessas mesmas casas. Árvores de Natal, sofás…e por uma dessas janelas pude ver uma pessoa sentada, não consegui ver se era homem ou mulher, a ler. Também não consegui ver o que lia, mas percebi que era um libro de bolso relativamente antigo.
Depois continuei a olhar e a imaginar o que podia encontrar lá dentro, que histórias poderiam ter aquelas pessoas, como seriam essas pessoas, o que gostariam de contar. E ali continuei mais um tempo.
Imaginei como seria ser escritor, passar para o papel histórias, ser lido, gostar de ser lido e continuar a escrever.

Voltei costas e vim para dentro de casa. Sentei-me na sala a rir. Não sei porque ria, mas sabia que me sentia bem.
Na televisão os filmes de sábado à tarde passavam, ligou-me um amigo de longa data e trocámos umas palavras. Combinámos encontrarmo-nos.

Agora estou sentado aqui em frente ao computador a escrever. Por momentos sou um escritor, sem qualquer tipo de reconhecimento, pois não o poderia ser visto que nunca escrevi nunhum livro, mas escrevo.

Afinal tudo é possível,


1 comentário

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    E é nestas alturas que te pergunto: porque não? O que tens a perder? Tinta nas canetas, folhas rasgadas? Isso não é nada na corrida pelo sonho. Investe. Se não der resultado? Se não tentares, algum dias vais saber?