
Já ouvi alguém a comparar este filme com o Clube dos Poetas Mortos, mas eu digo que são imcomparáveis. A ideia até pode ter sido mais ou menos beliscada, mas na essência, nem de perto nem de longe.
Contudo a história do filme está bastante interessante, principalmente no que diz respeito à abordagem do papel da mulher, e como esta era vista, na década de 50 nos Estados Unidos. A mulher nascia para casar e constituir família, nada mais. Podia até estudar, ser inteligente, ter capacidades mas isso era preterido em favor da tradição. Nada disso era questionado, mesmo que para isso tivessem que viver num mundo de total aparência.
Mas a esta pequena comunidade ultra-conservadora e elitista chega uma professora de história de arte, que vem de uma cidade liberal, com ideia mais ou menos liberais e que vai agitar as hostes, ou as mentes, se preferirem.
Depois a história desenrola-se, num fundo mais ou menos cor-de-rosa.
O que torna o filme actual é, infelizmente, a condição de muitas mulheres espalhadas um pouco por todo o lado.