21grams

Isto de ir ao cinema é um bocado perigoso. Quando começamos a tomar o gosto queremos ir ver mais e mais e mais, para saber, para comentar, para pensar, para relaxar, para confraternizar, para esquecer, para recordar, para sentir, para comparar, para não gostar, para criticar, para educar, para ouvir… é portanto uma boa razão para sair de casa, mas o lado monetário da coisa complica, pois ir agora ao cinema é caro, excessivamente caro, na minha opinião. (Ainda me lembro do período de crise das salas de cinema, que muitas tiveram que fechar por falta de público, agora as sessões na sua maioria estão cheias, em todas as salas de qualquer shopping. Parece pois que a crise se ultrapassou mas com preços tão elevados creio que lá mais para a frente a coisa pode ter novamente um abanão, não tão forte, mas um abanão)

E isto tudo porque queria falar do filme que fui hoje ver, 21 Grams. Mais um filme intenso, cheio de emoções. Um filme que nos deixa a mãos com um puzzle (como alguém referiu), em que as peças nos vão sendo dadas à medida que o filme se desenrola. As pequenas peças dadas de forma solta encaixam depois na perfeição e dão um filme onde as personagens têm adjacente um destino do qual não se conseguem libertar.

Diz-se que todas as pessoas no momento preciso que morrem perdem 21 gramas, mas o que é feito dessas 21 gramas, para onde vão, o que valem essas 21 gramas?

A mim apetece-me perguntar: para onde levamos todas as nossas gramas em cada dia que vivemos, o que fazemos com elas, que sentido é que têm, o que é que valem? Nada, tudo (?), ou nem se quer quero pensar nisso? Mas pensar até que faz muito bem e recomendo vivamente!


1 comentário

  1. Gravatar Icon 1 xana

    Cuidado com as perguntas… Podes não estar preparado para as respostas!
    E não as encontramos porque as procuramos racionalmente, é esse o nosso mal - acharmos que sabemos pensar - o que fazemos muito bem é ocupar a mente!


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