sonoridade

Na infinitude dos sons
onde a loucura se transforma numa suave dança de imagens
as pálpebras cerram-se e uma ligeira brisa desce pela pele
e expande-se no espaço vazio de conteúdo
e o corpo ganha contornos de azul-cobalto
e dispersa-se na melancolia de um suspiro


1 comentário

  1. Gravatar Icon 1 Anonymous

    São bonitas as palavras, mas o que transmites é que a música insufla algo de vida no vácuo, num corpo que a mesma vida acaba de abandonar… e o suspiro de um corpo azul cobalto é sentido como o expirar de um corpo roxo de frio, porque morto… Donde, a loucura da morte que é a vida é transformada pelo baile de memórias que a música organiza…
    Dizes tanto de ti sem o saberes…