A crítica é algo de pessoal. A crítica pode ser abrangente e focalizada. A crítica é um gosto, de gosto ou desgosto.
São e sempre foram muitos aqueles que aparecem como críticos reconhecidos e merecedores de atenção. Mas quem lhes dá esse valor, quem os reconhece, quem os ouve e porquê?
A crítica em que é que nos transforma e porque é que nos transforma? Seremos em algum momento críticos de nós próprios ou seguidores dos críticos?
A crítica por si é subjectiva portanto não é reveladora de caminho alternativo. É por vezes castradora e limitativa para quem a considera.
A crítica é uma constante mesmo que não seja encomendada e regularmente ganha forma de descrédito.
A crítica é poder e contra-poder.
Ela é necessária? Depende das consciências, depende da sua interiorização.
A crítica é uma moda, transversal às diferentes realidades, permanente porque dela depende, muitas vezes o mediatismo.
A crítica também se auto-alimenta e poupa muito tempo e energia a quem quer aceitar o prato formatado, é bem mais fácil.
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Quem disse que a crítica não aponta caminhos nenhuns?
Aliás, por alguma coisa se chama a alguma variante da crítica “construtiva”… a não ser que o alvo da crítica tenha uns alicerces de tal forma rigidificados que não há-de ser uma mera crítica que os abale…
Obviamente que não é bem vista,à parte o narcisismo da crítica elogiadora, uma vez que mexe em algo pouco fácil de digerir: a falha, o abalar das nossas próprias mistificações…
Acontece que, quando há tanto a esconder, é prudente que se repudiem tais “ataques”, ou arrisca-se a um efeito do tipo “tábua rasa”.
Por isto, e por muito mais, não é de estranhar que se lide tão mal com a crítica, muitas vezes tela da nossa própria paranóia.