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Ouvi qualquer coisa na televisão, depois falaram-me do projecto e a seguir fui descobrir A NAIFA na internet, ouvi as músicas e a minha primeira reacção fui de dúvida…mas o que é que eu estava a ouvir (a caracterização de uma grande parte das famílias portuguesas?), e quem eram aqueles (Luís Varatojo, João Aguardela, Vasco Vaz e Maria Antónia Mendes) que davam vida àquelas letras?

Mas o melhor é mesmo parar para ouvir e passar uns bons momentos, afinal não é muito comum uma tão grande aplicação neste formato de música. Talvez até seja por aí…um caminho alternativo.

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Os primeiros sons de «Canções Subterrâneas», por sugestão dos acordes da guitarra, invocam um bulício de taberna e colocam o ouvinte na expectativa de escutar um rosário de lamentos; uma sucessão de ais, no seu pior nados e criados nos trejeitos do estilo dos intérpretes, no seu melhor nutridos pelos seus sentimentos. As primeiras impressões porém são enganadoras: são filhas do hábito, do mau hábito de pensar o fado e a tradição musical como um dogma, com suas escrituras, seus santos e mártires, pregadores e seguidores autorizados apenas a pequenas revisões respeitadoras da doutrina. A ilusão, criada por A Naifa no início do seu primeiro álbum, termina exactamente ao fim do minuto e quarenta e seis segundos da introdução.

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