Estes últimos dias têm-se pautado por emoções fortes. O jogo de Portugal contra a Inglaterra, que deixou milhares ao rubro por todo o país, fez-me suar, tremer, temer o pior, sonhar o melhor, andar até às tantas a buzinar dentro de um carro com uma bandeira de Portugal na mão, e no dia a seguir ir para o trabalho com a mesma bandeira, comprar um jornal desportivo, coisa que só tinha feito duas vezes até hoje, discutir futebol, coisa que não aprecio particularmente, até porque os meus conhecimentos sobre a matéria são escassos, desejar realmente que a nossa selecção ganhe o europeu…uma imensidão de emoções e sensações fortes.

Confesso que ontem, sexta-feira, a minha motivação parecia outra, não pelo simples facto do nosso país ter ganho ao nosso mais velho aliado, mas porque a explosão que tive de emoções foi realmente tão intensa que pareceu que tinha recarregado as energias.

A par do futebol é a política que por momentos me chega a transcender na compreensão. Portugal está a iminência de assegurar a presidência da União Europeia, coisa que até devia ser motivo de orgulho, independentemente da cor política e dos desejos mais secretos para o bem do nosso país, e os partidos políticos já querem eleições antecipadas, porque as coisas não estão bem. É certo que não estão nada bem, mas o país agora não precisa do egoísmo mesquinho e individual daqueles que julgam ser os salvadores da pátria. Portugal precisa de união para ultrapassar mais um momento dificil e importante da sua história, não necessita do vôo do abutre.


2 comentários

  1. Gravatar Icon 1 cris

    Sim, realmente. Prestigiante é mesmo sair do país. Grande exemplo.

  2. Gravatar Icon 2 LP

    Querer eleições antecipadas é apenas dar voz à maioria da população, não me parece um “acto egoísta ou mesquinho”.
    Também acho que quem votou no Durão Barroso para primeiro-ministro, não tem de levar com o Santana Lopes.
    Quem quiser suceder ao Durão Barroso que vá a votos e que sejam os portugueses a decidir…