Estes últimos dias têm-se pautado por emoções fortes. O jogo de Portugal contra a Inglaterra, que deixou milhares ao rubro por todo o país, fez-me suar, tremer, temer o pior, sonhar o melhor, andar até às tantas a buzinar dentro de um carro com uma bandeira de Portugal na mão, e no dia a seguir ir para o trabalho com a mesma bandeira, comprar um jornal desportivo, coisa que só tinha feito duas vezes até hoje, discutir futebol, coisa que não aprecio particularmente, até porque os meus conhecimentos sobre a matéria são escassos, desejar realmente que a nossa selecção ganhe o europeu…uma imensidão de emoções e sensações fortes.

Confesso que ontem, sexta-feira, a minha motivação parecia outra, não pelo simples facto do nosso país ter ganho ao nosso mais velho aliado, mas porque a explosão que tive de emoções foi realmente tão intensa que pareceu que tinha recarregado as energias.

A par do futebol é a política que por momentos me chega a transcender na compreensão. Portugal está a iminência de assegurar a presidência da União Europeia, coisa que até devia ser motivo de orgulho, independentemente da cor política e dos desejos mais secretos para o bem do nosso país, e os partidos políticos já querem eleições antecipadas, porque as coisas não estão bem. É certo que não estão nada bem, mas o país agora não precisa do egoísmo mesquinho e individual daqueles que julgam ser os salvadores da pátria. Portugal precisa de união para ultrapassar mais um momento dificil e importante da sua história, não necessita do vôo do abutre.

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