Os portugueses continuam a tentar alcançar bons resultados nos Jogos Olímpicos de Atenas. Ficamos desiludidos quando percebemos que podiam ir mais além no seu esforço, no seu empenho, na sua garra e na sua motivação. Pensamos que não se esforçam. Mas também devemos pensar nas condições que têm para desenvolver os seus treinos e na falta de cultura desportiva que existe em Portugal.
Eu, pessoalmente, sigo com atenção as olimpiadas e também eu gostava que os nossos atletas conseguissem melhores resultados, mas estar entre os melhores do mundo, penso que já se pode considerar uma grande vitória, a vitória do esforço individual.
pequeno historial dos Jogos Olímpicos
» fonte » rdp
É desconhecida a origem dos Jogos Olímpicos. No entanto, segundo a mitologia grega ficaram a dever-se a Hércules, filho de Zeus; e segundo Homero, o seu criador foi Pélope, deus da Fertilidade e avô de Hércules. A ser verdadeira a tese do poeta grego, os jogos teriam tido início cerca de 1370 a. C. em Olímpia , constando inicialmente apenas de uma corrida em que participavam os adoradores de Zeus - o “pai dos deuses”.
Seguidamente, Aquiles teria organizado jogos em honra de Pátroclo, herói de Tróia, onde já se incluiam corridas de quadriga, luta e lançamento de dardo.No aniversário da morte de Pátroclo chegara-se ao exagero: a violência tomava lugar com a inclusão de duelos de morte, dos quais surgiu o pankration, luta mortal em que era permitido estrangular o adversário e partir-lhe as pernas e braços - isto é, em que valia tudo, inclusivé arrancar olhos. E a crueldade era ainda maior: sacrificava-se (e devorava-se) uma criança. Neste domínio os Helenos não estavam mais avançados do que outras civilizações na história da Humanidade
Os jogos tornaram-se pouco a pouco numa celebração pagã que se iniciava no 11º dia do mês de Hecatombéon do solstício de Verão (que corresponde a 27 de Julho) e atraía a Olímpia gente de todo o Peloponeso. Olimpíada após Olimpíada, novas modalidades foram admitidas, tais como o salto em comprimento e o lançamento do disco.
Como os gregos equiparavam o desenvolvimento do corpo humano ao crescimento de uma árvore, passou a ser atribuído simbolicamente um ramo de oliveira, como coroa olímpica, aos vencedores. Simbolizando um ceptro era-lhes colocada na mão uma folha de palmeira. Celebravam-se então os jogos de 8 em 8 anos, coincidindo com os anos solar e lunar, prolongando-se as competições por 5 dias.
A palavra “atleta” tem a sua origem na antiguidade grega, pois foi Atleu, rei de Élide, quem ofereceu uma coroa àquele dos seus filhos que se distinguisse nas corridas.
No entanto o ideal grego não era o desporto pelo desporto mas o adestramento físico e militar. Na verdade nos Jogos Olímpicos antigos as normas não obedeciam a elevados padrões desportivos.
A decadência dos Jogos veio a verificar-se com o termo da independência política dos estados gregos invadidos pelas legiões romanas. Quando o imperador Teodósio proíbio os cultos pagãos, as Olimpíadas foram condenadas. A última, a 293ª, celebrou-se no ano 393. d C.
Olímpia pouco tempo sobreviveu, tendo sido destruída após uma batalha entre Bizantinos e Bárbaros e mais tarde soterrada em areia e lodo na sequência de uma inundação. Só em 1824 o arqueólogo Lord Stanhope procederia às escavações que devolveriam Olímpia à luz do Sol.
No dia 1 de Janeiro de 1863 no nº 20 da Rua Oudinot, na cidade de Paris, nascia o homem que com o seu idealismo havia de legar ao mundo o espírito olímpico.
A juventude de Pierre de Coubertin foi marcada pela guerra de 1870.Iniciou-se na carreira militar mas trocou-a pelas ciências políticas.Viajou por diversos países e seduziu-se pelo sistema básico sobre a prática quotidiana do desporto nas escolas, praticado nos países anglo-saxónicos.
A sua paixaão pelas manifestações desportivas levou-o a lançar-se no renascimento dos jogos olímpicos.
Foi presidente do Comité Olimpico Internacional até 1925.
Faleceu a 2 de Setembro de 1937 e segundo o seu desejo o seu coração está colocado em Olímpia
Na bandeira Olímpica e sobre um fundo branco entrelaçam-se 5 anéis coloridos: azul, amarelo, preto, verde e vermelho.
O azul colocado ao alto à esquerda é o que fica mais próximo do mastro. Esta bandeira criada por proposta de Coubertin, foi içada pela 1ª vez em Antuérpia em 1920. Os anéis representam a união dos 5 Continentes no ideal Olímpico: azul a Europa, amarelo a Ásia, negro a África, verde a Oceânia e vermelho a América
O ideal Olímpico é baseado no amadorismo, no respeito pelas regras e no valor do esforço físico. O lema olímpico adoptado em Havre em 1897 nunca foi abandonado e consta das palavras “Citius, Altius, Fortius” (o mais rápido, o mais alto, o mais forte).