Nos entretantos desta pindérica campanha política que se tem pautado por uma série de ideias sem grande interesse para a generalidade do povo, têm-se destacado várias situações.
A primeira foi, sem dúvida, o debate político entre Pedro Santana Lopes e José Sócrates, em que inexplicavelmente os jornais deram a vitória, embora que magra, a PSL, e em que cheguei à conclusão que não tinha visto o mesmo debate. Aliás o modelo utilizado não permitiu que houvesse uma troca fluida de ideias. Como disseram não é um modelo que se ajusta ao nosso sistema, aos nossos hábitos culturais.
A segunda, os cartazes que estão espalhados um pouco por todo o lado. Cartazes sem grande teor, vazios e ocos, ou melhor sem grandes conteúdos.
A terceira, os discursos que se direccionam na vertente lúdico-partidária de promessas sem possibilidade de execução prática, e que não direccionam para esclarecer o grande público, assim como recomendou o nosso Presidente da República.
A quarta, a falta de sensibilidade para apresentarem soluções para um país que não tem muitas razões para estar optimista, mesmo que todos queiram que assim seja. Mas na realidade os milagres não estão ao alcance do Homem.
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Outras mais existiram à medida que a própria campanha se for desenvolvendo.
Mas para além destas questões, o que não percebo é que é que as pessoas esperam ver nos nossos políticos ou melhor nestes políticos.
Precisa-se urgentemente que pessoas capazes se disponibilizem para uma verdadeira “missão”, o desenvolvimento sustentado do nosso país. Em que objectivo e única preocupação não seja estar no “plutão da frente”, mas que seja proporcionar bem estar e qualidade de vida a todos.