Há um tempo atrás liguei a um amigo meu e falei-lhe numa revolução, uma nova revolução, uma revolução necessária e urgente. Começámos a falar sobre isso e começámos a chegar a uma conclusão que nos desanimou e que ao mesmo tempo nos atirou para a realidade…não existem muitas pessoas capacitadas para fazer uma revolução. Existe uma grande maioria de idosos, muitas pessoas doentes, pessoas sem competências e conhecimento, pessoas que não estavam para aí viradas, outras que tinham emigrado, professores que não o faziam porque não estava dentro do programa, médicos que estavam bem e que ganhavam bem, advogados que queriam seguir uma carreira política e que não se podiam envolver em escândalos…

A nova revolução não podia ser militar, não podia ter nada a ver com cravos e ferraduras, não podia ser só em algumas zonas do país, tinha que ser geral, não podia ser passar no tempo, tinha que ser contínua…

Tinha que ser ao nível das ideias e mentalidades, das artes, dos intelectuais (que intelectuais temos? Foi uma das perguntas.), dos políticos, e não só destes e para estes, tinha que melhorar a qualidade e o modo de vida das pessoas, tinha que ser jovem, forte, saudável e desinteressada (aqui o interesse nacional foi largamente ponderado e reflectido), tinha que ser ao nível do ambiente e ao nível económico, devia ter reflexos em termos educação e formação, tinha que melhorar a qualidade dos serviços de saúde…

Depois de estarmos uns minutos nisto, percebemos que o que estávamos a dizer era demasiado sério, que era algo que não podia ficar na simples ideia do imediato, que era algo de urgente. UMA NOVA REVOLUÇÃO, pareceu-nos ser isso mesmo, era essa a ideia ou melhor É ESSA A IDEIA, UMA NOVA REVOLUÇÃO.