legislativas

Aconteceu aquilo que o país e os portugueses estavam à espera, a mudança do governo social democrata para o governo socialista. A maioria pedida por Socrates foi-lhe dada, penalizando assim, e essencialmente isso, o mau governo do PPD/PSD. Houve vencidos e vencedores esta noite e aqueles ainda que teimam em não reconhecer a derrota. Os portugueses depositam muita expectativa nas futuras políticas e no que isso vai melhorar a sua condição de vida, defraudar essas expectativas pode ser fatal, mas sabe-se que nem tudo vai ser um mar de rosas.

Os restantes partidos, PPD/PSD e CDS/PP necessitam urgentemente de se recompor para os futuros desafios. Paulo Portas apresentou-se, apesar de tudo, como um homem íntegro. O BE subiu bastante na sua percentagem, tendo assim uma maior representatividade e responsabilidade, a CDU voltou a ser a terceira força política muito pela “naturalidade” do seu candidato.

Os comentadores, uns melhores outros repescados das sobras, também deram o seu contributo. De salientar, positivamente, a retoma na RTP1, de Marcelo Rebelo de Sousa, depois do seu afastamento como opinion maker da TVI, a classe de António Barreto, a lucidez e intelectualidade de Pacheco Pereira e a frontalidade de Miguel Sousa Tavares. De salientar, negativamente, Morais Sarmento pela sua incapacidade de resposta e Lobo Xavier pela sua aparente apatia.

Os canais de televisão não pouparam nos esforços para fazer chegar em tempo útil todas as informações que iam sendo debitadas.

As pessoas, ao contrário do que julgava, não vieram para as ruas em massa a festejar o seu novo governo, preferindo a ficar em casa e assim continuar num anonimato que poderá até ser bastante mais vantajoso.

A comunicação social em geral, nos próximos dias vai estar totalmente direccionada para as mais pequenas movimentações de: políticos, partidos políticos, independentes, colunistas, comentadores, economistas, artistas, banqueiros, grupos financeiros, da bolsa, de empresários…e do próprio Presidente da República.

O dia a dia dos portugueses vai-se manter com mais expectativas e provavelmente com mais atenção, exigência e intransigência, o que é altamente recomendável e saudável numa jovem democracia, desta vez também ela altamente participada.