Arquivo de February, 2005



noite vagabunda

Via-se de tudo, galinhas, pinguins, mulheres que eram mulheres que eram homens que eram mulheres que eram mulheres, pescadores, palhaços, ninjas, marges simpsons, bichas, presos, magnuns, bonecas, sapos, burros, carroças com burros, alentejanos, vacas, barcos, russos…
tendas, pipocas, sandes de javali, cerveja e amendoins nos bolsos, lanterna na mão e batatas greladas dentro do bolso…uns míseros [...]

Qual será a natureza dos homens que se preparam para combater entre si, para obterem o lugar de poder, de Primeiro-ministro? Que competências têm? Que competências gostávamos que tivessem? Será que o Princípio de Peter se vai manter? Será que o último livro de José Saramago vai servir de inspiração a muitos portugueses? Será que [...]

natureza

Natureza
“Corre desenfreadamente atrás de uma gazela, a Puma, e acaba por alcançá-la, conquistando assim o almoço.”
Isto podia ser uma qualquer cena de um qualquer momento numa qualquer floresta, mas é somente uma breve cena de um qualquer documentário da televisão.

Está novamente na moda falar em ambiente mas quando é que estará verdadeiramente na moda fazer alguma coisa em concreto para o melhorar?
É importante desenvolver uma “consciência verde”, desenvolver os ecoclubes, sensibilizar governantes, políticos, empresários, economistas, arquitectos, engenheiros, filósofos e cientistas,..terroristas(?) e população em geral para a questão. A questão.
Não vale a pena fingir [...]

o meu quarto

Quatro paredes, uma cama e um colchão dados, uma aparelhagem já caquéctica mas de estimação, um candeeiro transparente fosco, livros comprados e emprestados por um amigo, grande, mais umas peças com o seu significado, um guarda-fatos embutido, um armário de 4 gavetas comprado em ocasião, uma televisão e um leitor de dvd, uns jornais diários [...]

Entram os intervenientes na sala. As luzes e a alta temperatura parecem não incomodar. Sentam-se e as câmaras anseiam pelos planos, a realização começa a contagem decrescente e cumprimentam-se num acto de humanidade.
A entrevistadora pergunta e o entrevistado responde. Assim continuam durante largos minutos a esgrimirem argumentos ou a tentar elucidar possíveis ouvintes. Olham-se, porque [...]

gosto do estar com os amigos e gosto deles, gosto do céu azul e do sul em tempo de Verão

vem e vai

vem pelo saber e vai pela arrogância

o pianista

eras tu e o teu piano
a tua guerra e a guerra dos outros
a tua vida e a morte dos outros
a tua sobrevivência e a obrigação dos outros
a tua dor e o rigojizo dos outros
tu e os outros

pequena ideia

não há mais nada a fazer
tudo parece já estar escrito
nada mais há a explorar
contudo e do nada
surge a grandeza de uma pequena ideia
e ela vinga e floresce
cresce e ganha corpo
alimentasse então,
e torna-se independente
e já não é mais nossa
pertence aos outros
e se eles gostam…