
Recordo-me de os ter ouvido pela primeira vez na 1.ª Edicão do SuperBock Super Rock. Estava sentado e de repente comecei a ouvir do palco um som estranho mas atraente. Não fazia a mínima ideia de quem eram pois até estava à espera de ver os The Cure. Mas fui-me aproximando e vi que muitas pessoas faziam o mesmo. Até que a música explodiu num ritmo de sons alucinante eram os Young Gods. Na altura tocaram músicas do “Only Heaven”, “L’Eau Rouge / Red Water” e do primeiro álbum “The Young Gods”. Uma mistura de música clássica, jazz, rock, pop, experimentalismo, electromusic…cheia de energia e com uma sonoridade que por ser fora do vulgar nos lança para espaços imaginários.
O trio suíço lançou no ano de 2004 “Music For Artificial Clouds” que estive a ouvir recentemente e eis que aparece um álbum que em nada é igual a todos os outros. Quando estava a ouvir o álbum lembrei-me das exposições de Serralves, aquelas em que as imagens surgem em salas escuras e têm um som que envolve e absorve tudo o resto, que faz esquecer tudo o resto. Não é fantástico mas ganha pela descontinuidade do género do grupo.