devaneio

Somos seres secretos dentro de nós, da nossa essência conhecemos o nosso corpo e a nossa ideia de nós, fora isso tudo é um ponto de interrogação que secretamente vai evoluindo para a adoração do transcendente.
Existimos na nossa ideia. A ideia dos outros sobre nós é um reflexo da sua compreensão sobre a nossa existência. Uma ideia que se perde na nossa aparência e que morre na quebra da nossa actuação. Por isso somos imprevisíveis para nós e para os outros. Pela nossa falta de conhecimento e porque os outros julgam nos conhecer.

O erro existe? Nenhum. Não erramos por existirmos numa imperfeição que julgamos ser, em muitos momentos, perfeita. Acreditamos assim que somos nós próprios quando existimos mas é uma dimensão, uma perspectiva parcial. Somos nós e os outros, sem sabermos que somos. O problema existe? Nenhum. A interiorização de sentimentos pelos outros e dos outros transformam-nos em seres partilhados. Não somos únicos pois utilizamos a informação produzida por outros, que trazem consigo cargas de aplicação e investimento individual e intelectual.

Existimos por nós e de nós para os outros e na nossa individualidade construímos uma rede colectiva de partilha permanente.


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