
imagem em erasingclouds
Um ponto lá longe emerge no escuro. Devagar, avança numa sintonia quase perfeita com o bater do coração. Respiramos e parece ganhar cada vez mais brilho e calmamente, no seu andamento, aproxima-se e sente-se cada vez mais de perto o respirar pausado e reconfortante. Em redor, os objectos suspensos apenas ganham vida quando se fecham os olhos e se imagina o seu movimento. O ponto, esse, ganha cada vez mais força e os músculos parecem tremer na ânsia de tocar no infinito da liberdade. É que esse ponto traz aquela música que nos faz chegar ao céu e que nos obriga a pensar que a terra não é um espaço morto onde já não interessa estar.
O “The Earth Is Not a Cold Dead Place” dos Explosions In The Sky é isso…mesmo isso.
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