MIKADO


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O jogo Mikado preencheu muitas das minhas tardes em parceria com um primo. O desafio que representava poder tirar peça a peça, sem mais nenhuma se mover e com isso arrecadar o maior número de pontos, apresentava-se como algo suficiente para nos prender durante muito tempo, isto porque nunca ficavamos por um só jogo.
A magia de ver as peças a cairem e espalharem-se pelo chão, a atenção profunda aos movimentos do outro e das peças, o desejo de ver o outro falhar, a necessidade de criar soluções e estratégias para resolver problemas que pareciam impossíveis, a impossibilidade de soluções, a tentativa de roubar e distrair o adversário, a emoção de contar os pontos e o despero da derrota, eram vividos de forma intensa.
Depois desse período o jogo caiu no esquecimento e foi recuperado mais tarde numa mesa de café, agora numa roda de amigos. Jogamos algumas vezes, mesmo com pouca luz, e divertimo-nos. A seguir fui comprar o Mikado agora a preço muitissimo acessível, para quando pretender lancar os pauzinhos com cores e jogar tê-lo logo ali à disposição.

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