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Hoje estava à procura de umas coisas na net e o silêncio abraçava-me. Inquieto pela ausência de sons decidi explorar o que tinha na minha “caixa” digital…e descobri um nome que não me recordava de alguma vez ter ouvido, Perry Blake. Cliquei e as músicas começaram a soar e a afastar a mudez do espaço que me envolvia. Uma música e outra e a seguir outra despertaram-me para o que estava a ouvir. O álbum “The Crying Room”, álbum de 2005, apresentado em Portugal no ano passado em Famalicão, é de uma sensibilidade doce, cheio de texturas planas e límpidas. Oiço-o agora pela segunda vez consecutiva, à procura de o descobrir mais, de o sentir mais, de o fruir mais. Faz-me ter vontade que o amanhã fosse assim, uma brisa que passa e que ao tocar de leve me diz baixinho…amanhã estou de regresso, sossega tudo corre bem.


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