No seguimento do percurso eis que era obrigatório passar na aldeia mais portuguesa de Portugal, Monsanto.  Cravada na pedra milenar as ruas estreitas, sinuosas e gastas, levam até ao castelo que apresenta uma paisagem fabulosa. A sensação de plenitude é rasgada pelo som dos sinos das cabras que pastam nas redondezas.
A tradicão explica que a Marafona (boneca feita com um pau e tecidos multicolores) é usada na noite de núpcias, de baixo da almofada, para assim garantir uma fecundação infalível.
Ao andar na aldeia podemos observar o interior de algumas casas, que actualmente ou aguardam por recuperação ou por desabamento natural, e perceber o minimalismo da construção (aproveitamento da rocha existente para uma ou mais paredes). Outro dos aspectos de realçar, é o envelhecimento da população, situação essa que também é vísivel em Penha Garcia, e na existência de alguns equipamentos relevantes, como é o caso da Santa Casa da Misericórdia e da Pousada.
Aqui a vida parece correr devagar, calma, lenta, pesada (?), como as pedras, que encerram em si surpresas interessantes!
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