- Quem vem lá senhor?
- Quem te parece, Silva?
- Parece que oiço cavalos a correr desenfreadamente, como loucos a fugir de alguém, senhor.
- Mas virão sozinhos, desgarrados, sem besta…ou melhor homem, na sua guia?
- Como quer que saiba senhor? A noite está cerrada, os meus olhos já mal percebem a luz do sol, e a mais o caminho para a Terra de Santa Maria da Feira é longo e perigoso.
- Vamos indo Silva, acelaramos o passo com fé de nada acontecer.

Neste momento passam desgarrados 15, 20, 50 cavalos com bestas…ou melhor homens, na cela sem verem os dois aventureiros. Passam na fúria de chegar  também eles à terra da Feira.
Encolhidos os dois homens, na vegetação rasa, anseiam para que percam no horizonte, o que podiam ser, sei lá…malfeitores.

- Viu aquilo meu senhor?
- Claro homem, passaram mesmo à nossa frente. Juro que ainda vi os olhos de um cavalo a olhar para mim. Mas vamos andando, apressam-me as vontades de encontrar por lá negócio e mulher.

Os dois homem andaram pela noite e com o sol no alto e novamente com este a esconder-se no fim do mundo e a levantar-se cedo. Por fim chegaram, mesmo no dia 28 de Julho à Terra de Santa Maria da Feira, dia em que a festa começava até ao fim do dia 06 de Agosto. Eram dias que prometiam animação, festa, negócios deste mundo e de outos mais distantes, bebida e comida, gente estrangeira e estranha a falarem línguas mais esquisitas, cavalos e aves, e uma imensidão de cheiros e risos e o que mais se possa imaginar.


2 comentários

  1. Gravatar Icon 1 seminha

    esta excelente este texto , espero que continuem a postar destes textos sobre a feira medieval..

  2. Gravatar Icon 2 nerd

    isto é uma caca

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