Normalmente costumo organizar uma série de cd´s para me acompanharem nas férias, mas este ano é impossível fazê-lo. Tenho estado absorvido com outros afazeres e o tempo passa sempre a voar. As férias estão aí a chegar e tenho que ir sem essa companhia essencial. Resta-me sintonizar uma estação de rádio qualquer e ouvir a música do momento. Claro está que pela exploração comercial da coisa ouvir música, na grande maioria das rádios, não é a melhor opção, mas enfim, palavras para quê. E sinceramente também não me está apatecer ouvir de hora a hora as notícias sobre a depressão de um país, os problemas do mundo ou a ideia de um qualquer fundamentalista ou fanático.
Nunca se sabe se, por um mero acaso, não assista a um daqueles concertos espontâneos e assim as férias, a este nível, fiquem mais valorizadas. O melhor é nem esperar pela surpresa.
Curiosamente ouvi ontem um músico a manifestar-se contra esse tipo de concertos. Os concertos gratuitos, que se fazem um pouco por todo o país, não favorecem a música, disse ele. As pessoas devem pagar nem que seja um valor simbólico, mas a gratuitidade da música leva a que as pessoas não a valorizem, e que estejam a ver um concerto como poderiam estar a comer um pacote de batatas fritas. Não dão valor.
Claro que esta opinião é discutível mas, pessoalmente, gosto de ver concertos pelos quais não tenha que pagar. Eu não os desvalorizo, porque valorizo a música. E se tiver que pagar para ver um concerto também o faço, mas aí num conceito mais selectivo, pois nos últimos tempos a oferta é tanta que não se pode chegar a todo o lado.Vamos ver se não compro nada nas férias e assim já ultrapasso essa questão. A ver vamos!


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