
imagem de tapedeck
As cassetes, que ainda coabitam comigo na minha casa, começam a ser coisas do passado, começam a ser peças de museu que convém preservar. Por isto e por esta potencial raridade, seria interessante existir um espaço, um serviço, onde fosse possível trocar cassetes.
Já estou a imaginar a imensidão de gente à procura daquela raridade do José Cid ou dos Pink Floyd (aqui não existe tentativa de comparação), ou daquele versão gravada em Ferro, Chrome ou Metal, ou ainda uma gravação de 30, 60, 90, 100 ou 120 minutos.
Uma das lembranças que tenho, relativamente às cassetes, é a de olhar para uma montra de uma loja especializada em equipamentos musicais e ver uma cassete a custar 2,000$00 (10€) . Achei aquilo uma tremenda barbaridade. Como é que uma cassete podia custar tão caro? Não crente no que estava a ver entrei na loja e perguntei, porque é que aquela cassete era tão cara, ao qual me responderam que era uma cassete de porcelana! É verdade, aquelas cassetes, garantido pelo vendedor, possibilitava uma qualidade de som tão boa quanto à, do tão recente, cd. Fiquei maravilhado com aquilo, primeiro por ser de porcelana, coisa que nunca tinha visto, segundo porque o som era como o de um cd, coisa com que apenas sonhava, pois na altura eram consideravelmente caros. Claro que nunca cheguei a comprar uma coisa daquelas, pois as outras eram, infinitamente, mais baratas. Adiante.
Para além das cassetes polvilharem o mundo de quem gosta de música, apareceram também associadas a um grande equipamento tecnológico, o computador. Sim, eu posso dizer que eu ainda sou do tempo que para jogar computador se utilizavam cassetes e que se esperavam longos minutos para eles carregarem.
Por tudo isto é indiscutível dizer que as cassetes desempenharam um importante papel social. Estavam em todo o lado, pois eram relativamente fáceis de transportar, as pessoas gravavam-nas e trocavam-nas entre si (quase todos os rádios leitores eram paralelamente gravadores), eram acessíveis em termos de preços, estavam disponíveis em todo canto e esquina (então nas emblemáticas feiras nem se fala), serviam para enviar mensagens (as pessoas enviavam cassetes gravadas com mensagens para a família no estrangeiro, e não só!)…
O tapedeck, não tem o papel de troca de cassetes, tem sim o papel de preservação para memória futura da imagem da cassete. Podemos consultar os exemplares disponíveis por marca, tempo de duração e qualidade e quem quiser pode enviar o seu exemplar de cassete para que seja exposta no site. É em si uma ideia interessante.
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