No passado sábado, dia 1 de Dezembro, estive a assistir ao VI Simpósio Sete Sóis Sete Luas, sob o tema Identidades: diverCIDADE global, na Biblioteca de Santa Maria da Feira.

 

Até aqui nada de extraordinário pois poderia ser mais um entre muitos. Mas a questão é que foi um diferente de todos os outros, quer pela discussão e ambiente criado quer pelos oradores presentes.

 

Para mim foi um privilégio ter podido ouvir Bernard Henri-Lévy (filósofo, professor, romancista e ensaista) , Tahar Ben Jelloun (um escritor marroquino), Paul Rusesabagina (o homem que inspirou o filme Hotel Ruanda, sim aquele que era director do hotel dos diplomatas, aquele que salvou mais de 1.200 pessoas, aquele que arriscou a própria vida para salvar os outros pois receava a cada dia que passava pela sua vida e nem tinha tempo para pensar nisso, aquele que agora tem uma fundação para apoiar todos aqueles que são vitimas da guerra no seu país, aquele que continua a ser uma pessoa simples mas com uma grande personalidade), Carlos Amaral Dias (psiquiatra e psicanalista) e como moderador Carlos Magno (jornalista).

 

Foi uma tarde que fugiu no tempo. Foi uma aprendizagem multicultural, multidimensional, multi-identidária.

 

A troca de ideias, de palavras, o esclarecimento do discurso e a facilidade de comunicação, mesmo sendo feita em francês (felizmente tinha tradutor) , obriga a que ninguém tenha saido sem se questionar, sem levar para casa mais informação, mais riqueza, maiores inqueitudes.

 

Mas o que é a nossa identidade, o que nos distingue dos outros, o que faz a identidade de um povo, estaremos nós a perder a nossa identidade enquanto individuo, enquanto país, enquanto continente, enquanto ser global? Será a questão da identidade algo tão importante? O que acontece quando se perde o sentido de identidade? Poderá haver mais do que uma identidade sobre a mesma pessoa? Poderá uma pessoa assumir várias identidades? …

 

Espero para o ano poder estar de novo no simpósio, que segundo entendi, poderá ser de novo sobre o mesmo tema, pois muito haveria ainda para falar e esclarecer.

 

Ainda bem que alguém se lembrou de me convidar. O que eu tinha perdido. Obrigado.

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