
imagem de oficina do livro
É raro ler livros emprestados. Gosto de ler livros que compre ou que me ofereçam, para que assim no final possa escrever o ano em que o acabei de ler. Assim sei que não o tenho que devolver, que é uma parte de mim que fica ali perto dos outros. Talvez seja uma mania, não sei, mas é algo com que me sinto bem. E se pudesse ler e comprar mais, assim o faria, para depois ter o prazer de, a dado momento, ter ali à mão, algo sempre novo para descobrir.
A história deste livro é pois uma excepção. Foi comprado há uns tempos atrás para ser oferecido a uma pessoa. A pessoa leu-o e eu, num momento que não sabia o que havia e apetecia-me ler, pedi-o emprestado.
Acabei-o de ler hoje. Foi o livro que me acompanhou na viagem neste últimos dias do ano e nos primeiros também.
É um livro que se lê facilmente, de uma assentada só, pois o relato da viagem, por terras de África, é algo que entusiasma, mesmo estando sentado, confortavelmente, em casa.
Não é dificil querer partir numa aventura do género, conhecer os países, a cultura, os lugares, as pessoas, a forma de vida…as cores, os cheiros, os aromas. E é com Miguel Cadilhe que se aprende um pouco mais sobre África, sobre a verdadeira vida daquele continente.
Não confundir o filho com o pai… o livro é do Gonçalo Cadilhe.
Também mora lá pela pilha de livros a ler nos próximos 50 anos.
ups!, tens razão, é Gonçalo e não Miguel. o que estaria eu a pensar.?!
Recomendo que o retires do monte de livros e que o coloques um bocadinho mais para o topo, pois vais ver que vai valer a pena.
Não penso que Gonçalo cadilhe seja filho de Miguel Cadilhe. Dado que ele escreveu n’”O Independente”, acho estranho que um filho de Miguel Cadilhe fosse trabalhar no jornal que moveu uma perseguição contra o pai, mas pode ser que eu esteja enganado.
O Gonçalo é sobrinho do Miguel Cadilhe
Este livro está fabuloso, gostei muito de o ler. Até porque ,já passei por algumas situações idênticas ás que ele descreve. Com por exemplo, a de passar num control de uma barreira policial e o policia de serviço, ter um caderno para os seus registos ,cujo a capa é uma foto do Lui Figo. Também se passou comigo na Guiné Equatorial, e ao dizer que também era português ,facilitou-me bastante a vida nessa barreira policial, não foi necessário dar dinheiro para proceguir viagem!
Enquanto um amante de crónicas e do mundo da escrita, e como jornalista, felicito-o, como a tantos outros, dar um espaço no Blog aos “apontamentos” de Gonçalo Cadilhe que, juntos, se transformam num maravilhoso livro, não de estórias, mas sim de histórias relatadas na primeira pessoa; um homem que adopta de forma estupenda o papel de um jornalisita exemplar, mesmo não o sendo. Em jeito de crítica diria que fá-lo melhor que tantos.
O retrato fiel e humanista que Gonçalo Cadilhe desenha a partir dos seus olhos delicia qualquer leitor, parecendo que o acompanhamos nas jornadas África acima, mundo abaixo, para Este ou Oeste.
Apoio a sua recomendação. E, se alguma vez o Cadilhe errar por este blog, aqui fica um forte abraço de incentivo e a seguinte mensagem: “Meu palerma, tens o trabalho que todos nós gostariamos de ter”
A quem queira iniciar, recomende-se “Planisfério Pessoal”, o conjunto das crónicas que catapultaram o menino Gonçalo
Boas leituras