Há uns tempos atrás, numa conversa com umas pessoas, após uma festa, num dado momento, alguém diz, que o preço do gasóleo iria, em Agosto, atingir os 2€ por litro. Toda a gente ficou aterrorizada. Isso é verdade, como é que isso é possível, será que vai mesmo acontecer, que consequências trará, quem estará preparado para isto, o que podemos fazer, podemos ignorar isso…? Foram tantas as questões, que penso que no resto da noite e no domingo a seguir ainda falávamos nisso. Aliás eu próprio acabei por repetir esta conversa com mais algumas pessoas e a reacção foi a mesma, um enorme ponto de interrogação, uma grande angústia.

Umas notas importantes sobre esta questão: a pessoa que o disse já o tinha referido antes sobre a subida até a 1,50€ e acertou em todos os pontos, é uma pessoa que conhece de forma esclarecida e prática os contornos das questões associadas ao petróleo.

Estas interrogações já tinham aparecido numa conversa com um amigo, que aliás, na primeira abordagem que fez, pensei que estaria a delirar.

Hoje ouvi na RTP1, António Vitorino a avançar já com uma opinião pública de peso e que penso que ainda vai passar um pouco ao lado de muita gente, mesmo aquelas da classe média e baixa (as com maiores dificuldades). A ideia em suma e resumida: com o alto preço do barril do petróleo, a sociedade como a conhecemos vai ter  alterações profundas e terá que arranjar estratégias sustentadas para se reestruturar, vão começar a aparecer movimentos sociais de grande insatisfação, vamos ter que deixar o supérfluo e viver com o essencial.

Em consonância com estas abordagens e considerando tudo que circula nos meios de comunicação social internacional e nacional penso que todas estas questões são mais reais do que nunca. Claro que causam muitas emoções negativas, muitos medos e receios e deixam, contudo, sempre uma margem de esperança, que alguém venha e resolva isto de uma vez por todas e tudo não passe de um sonho mau.

Espero que seja mesmo isso, uma fase, uma fase menos boa, em que dará também para nos reencontrarmos, talvez de uma forma mais acelerada, com as questões fundamentais que nos deviam de mover.

A vantagem não é esperar para ver é fazer acontecer.

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