
Eu nunca li nenhum livro de António Lobo Antunes, apesar de já ter lido e ouvido algumas entrevistas, que me criaram grande curiosidade sobre o escritor.
Acompanhei, com toda a distância natural, o período de doença do médico e a sua recuperação através das crónicas que editava na Visão.
Quando soube que ele estava a seleccionar alguns livros para serem editados pela D. Quixote e a sua marca de livros de bolso, Booket, fiquei bastante curioso.
Acho que é um contracenso, estar tão interessado nas suas escolhas, quando nunca li nenhum livro efectivamente escrito por ele, mas nem tudo tem que ser lógico.
Estive indeciso sobre o que comprar mas optei por “A Morte de Ivan Ilitch”, de Lev Tolstoi.
Contactei assim com um género de escrita diferente do mais comum, pois uma das características da literatura russa é (era) escrever sempre o nome da personagem quando a ela se referem, o que faz com que o texto por vezes se torne um pouco complicado, contudo nem é tanto este caso.
Considerada a novela mais perfeita do mundo, assim é apresentada na contra-capa do livro, é sem dúvida um livro belíssimo, em que a vivência do homem é retratada nas suas diversas fases e facetas.
Hoje somos, amanhã o que seremos, como seremos, quem seremos, para quem seremos, porque seremos?
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