Hoje madruguei, levantei-me mais cedo que o habitual e tive tempo de ver e ouvir as cidades quase antes de elas próprias acordarem. É estranho passar em sitios onde, normalmante, o rebuliço, o stresse e o barulho imperam e não existe lugar para quase mais nada, pois também nós andamos no desassossego rotineiro.
As pessoas com o olhar a acordar, os carros sem vontade de andar, tementes do frio gélido e cortante, os pássaros sem força para voar, as luzes ainda no “lusque-fusque”…
Tudo com ritmo e dimensão tão diferentes.
E eu aproveitei para me actualizar e ouvir coisas que andam por aqui em lista de espera.
E olhei lá para fora, de dentro do autocarro, onde também o silêncio imperava, como quem diz, hoje pela madrugada estou presente em todo o lado.
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