Este foi o único filme que consegui ir ver ao 12.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro. Nem acredito. Este ano tinha uma série de bilhetes, inclusivamente para a Sessão de Encerramento, e não consegui ir. Ele há coisas!
Mas o que me interessa é deixar aqui o meu registo sobre “Aquele Querido Mês de Agosto“, que na minha opinião merece todo o reconhecimento possível. É certo que é simples, mas é por isso que ganha uma dimensão de realismo e humanismo, que vai muito além de qualquer efeito especial, história ou trama complexa.
Está lá o Portugal do interior, das suas gentes, das suas vidas, das suas festas, das suas histórias por vezes cruas e improváveis, dos seus grupos musicais e da música popular, dos imigrantes, dos amores e dos desgostos, da verdade.
Curioso é que no início tudo parece não ter grande sentido, mas a produção com a sua falsa desorganização e as personagens com uma inocência incomum dão forma a todo o contexto.
Por tudo isso e pelo soberbo final é pois um filme obrigatório.
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