tudo começou com uma simples conversa: a possibilidade de ir ver o concerto dos Kings of Convenience, no Theatro Circo em Braga, no dia 2 de Novembro. Ficou logo combinado que iríamos comprar os bilhetes, contudo após tentativa, essa possibilidade era uma miragem, isto porque o concerto estava esgotado. Uma desilusão, pois mais uma vez essa hipótese tinha ido por água abaixo.
o tempo passou e nunca mais pensei no assunto, pois era dado adquirido que não havia bilhetes.
no dia 2, sem esperar, surge o desafio para ir a Braga ao aniversário de um amigo, mas chegado lá, não havia nenhum aniversário, apenas um jantar para depois ir…ver o concerto dos KOC. Fantástico, uma surpresa extraordinária.
a hora corria e o jantar teria que ser rápido. nos entretantos, enquanto esperava pelo prato escolhido, olho para dentro do restaurante e vejo um sujeito, com uns óculos grandes, a olhar para mim a sorrir a acenar. eu, no primeiro momento, não percebi quem era, mas depois vi que era Erlend Øye que estava com o resto da comitiva. no momento não vi, ou reconheci Eirik Glambek Bøe, mas lá estava ele a um canto da mesa.
fiquei entusiasmado e decidi ir trocar uma palavras com Erlend, visto ter parecido muito acessível. entrei no restaurante (eu estava na esplanada) e fui à mesa onde tinham terminado o jantar e estavam a pagar, preparados para sair. entreguei-lhes os bilhetes, assinaram e desejei-lhes um bom concerto.
lá dentro, na sala magnifica do Theatro Circo, os KOC, deram um concerto fantástico, em que conseguiram, mesmo com músicas calmas, que direccionavam a coisa para um momento mais intimista e calmo, agarrar o público e levá-lo ao rubro. pessoas de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e demais redondezas, participaram activamente no concerto tendo sido prendados com a versão aporteguesada do “Corcovado” de Tom Jobim.
foi sem dúvida uma noite memorável por várias razões. e a surpresa deixou-me rendido. faltam apenas as fotografias “oficiais” do concerto.
Bem, Kings of Convenience de ram trabalho a muita gente, pelo que percebo…
Eu fui a Lisboa, mas a história dos bilhetes tem qualquer coisa de semelhante! No coliseu foi delirante… se em Braga também foi, confirma-se… são uns génios bem dispostos!!! Desculpa a invasão, mas não resisti!!!
beijo:
C&L
não é invasão nenhuma quando se trata dos Kings of Convenience. a qualidade da música que compõem é muito elevada para se passar ao lado. e poder vê-lo ao vivo aumenta esse significado. boas músicas!