Quando li o livro “A Crónica dos Bons Malandros”, com uma idade que já nem me lembro, iniciei uma ligação com o autor que desconhecia. Não por me recordar com rigor da história, mas sim pela graça que achei aos personagens, pela leveza com que o li e a satisfação que tive no final. Não sei se tivesse lido mais livros de autores diferentes se o efeito teria sido o mesmo, mas que ficou algo por explicar, lá isso é verdade.

Agora quando vejo um livro novo do Mário Zambujal dá-me vontade de o comprar, porque estou sempre à espera de encontrar algo semelhante ao que li.

Este, “Uma noite não são dias”, passado no esquisito ano de 2044, está cheio de peripécias e personagens que se vão (des)encontrando e construindo uma teia de acontecimentos, que alguém tarda em conseguir explicar. Interessante é a caracterização que faz de uma Lisboa multidimensional, afastada no futuro e cheio de referências a personagens, acontecimentos de um passado presente.

É uma leitura rápida, ávida de um final inesperado, mas que sabe prender e atribuir uma reviravolta entusiasmante.

Não sendo excepcional, no meu entender e gosto, é obra de um autor que sabe dar de si e que vive uma vida estimulante, lá longe no seu refúgio algarvio.

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