
Podemos ser indiferentes a muito do que se passa à nossa volta, mas quando estamos perante o uútimo álbum do Rodrigo Leão & Cinema Ensemble, “A Mãe”, a situação muda e somos envolvidos por uma estranheza única e reveladora. As vozes que encontramos a colaborar (Stuart A. Staples, dos Tindersticks e Neil Hannon, dos The Divine Comedy), em perfeita harmonia, conseguiram criar um ambiente que não cansa de ser explorado e que pede para ser ouvido. Talvez seja este o segredo dos grandes compositores e das grandes músicas, a simplicidade do que é proposto.
Nas entrevistas que foi dando, de promoção do álbum, aborda a homenagem que o disco representa e das emoções vividas o que foi perfeitamente trespassado para quem ouve estes sons, que tornam o dia mais denso, mas não menos lento.
Rodrigo Leão, que já tive oportunidade de ver várias vezes, conseguiu inovar dentro da continuidade e agora anda por esse Portugal fora a promover a sua obra. Não será de estranhar que o salto fora de portas aconteça novamente e assim consiga levar um pouco da alma portuguesa, que se exprime em cada pensamento traduzido em música.
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