Quando vivia em casa dos meus avós, o meu tio tinha no quarto um gira-discos Philips, um amplificador e respectivas colunas. Eu, por vezes, na sua ausência, ia até ao quarto e explorava o pouco a que chegava. Eram momentos de adrenalina, pois ele podia regressar a qualquer momento. Outro momento inesquecível era quando ele colocava aquilo a funcionar e pegava numa escova vermelha, muito macia para limpar os discos enormes. A música enchia a casa e embora não me lembre do nome de nenhum em particular eu frui cada momento. Mais tarde, recordo-me de haver uma mala vermelha com vários álbuns com discos, uns com capa outros sem e nessa altura o meu tio já não vivia lá e a possibilidade de os ouvir ficou perdida.
Passaram- se anos e o desejo de ter um gira-discos manteve-se acrescido do gosto, único e intimista, pela música. Talvez o regresso do vinil também trazido ainda mais vontade ao assunto.
A verdade é que este desejo tornou-se realidade e agora tenho em casa um Numark [obrigado a vocês de quem guardo o nome só para mim e uma grande estima], amplificado que permite, também, gravar discos directamente para o computador através da saída de audio….
É um regresso ao passado recheado de moções que nem sei bem descrever. Pelo gira-discos já passaram alguns clássicos e outras coisas bem mais recentes e que fazem parte dos meus actuais gostos musicais.

A fotografia do numark anima a minha página do facebook há muito tempo, e estive há uns tempos para a mudar, mas acho que vou optar por ficar com ela mais algum tempo.

Por isso não será de estranhar que um destes dias comece aqui a partilhar esses álbuns, e outros, que agora preenchem um pequeno espaço aqui na casa.

[numark link oficial]

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