há uns tempos atrás perguntei no facebook o que era ler um livro e alguém respondeu “uma experiência pessoal”. verdade.

ela torna-se mais verdadeira dependendo do livro que se lê, do nosso estado do espírito, da nossa história e das nossas vivências. os livros podem ser uma excelente companhia ou um óptimo instrumento de (auto) conhecimento não sendo necessário para isso ser técnico ou nada do que se pareça.

não consigo deixar de pensar que quando leio um livro e o deixo parado, por qualquer razão, que as personagens dentro dele ficam suspensas à espera que eu lhes dê vida novamente. o que sinto é que quando lhe regresso a história volta a ganhar dimensão, não sei se a delas ou a minha, mas vivem e podem sobreviver ao próprio livro.

é esta a experiência pessoal a da reflexão.

a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe, guia numa viagem que explora uma das realidades da sociedade contemporânea. e é por isso, pela vivência, que ultrapassa as letras, que o guardo como um dos meus livros.

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