chego a casa tarde, noite feita, lenta mas farta e tenho-a no silêncio toda para mim. gosto dela assim. agora preciso de lhe dar poesia, sobrecarregá-la de sons, imagens difusas, sonhos e sento-me, ligo o computador e não preciso de procurar o que quero ouvir.

“Penny Sparke” dos Blonde Redhead entra, através dos headphones, [para manter a noite silenciosa] e leva-me a procurar a página do blogue para registar este prazer. são 10 músicas que em nada ficam diminuídas em comparação ao anterior álbum “23”, antes pelo contrário, parecem um prolongamento do mesmo.

talvez a cidade de new york, pela sua diversidade, seja responsável por este pequeno tesouro.

Kazu Makino tem na voz a procura de um universo paralelo, mais etéreo, menos agitado pela balbúrdia da grande metrópole e consegue isso de forma sublime. nem procuro comparações, pois são sempre pouco reais, não é preciso: a originalidade está lá e transpira em cada segundo e faz apetecer que dádivas assim nunca acabem.

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