e por esta manhã, quando tudo o resto parece que ainda dorme e o tempo lá fora convida a estar por casa, perco-me por entre melodias que podiam ser a banda sonora de um qualquer filme, desde que envolvesse o homem e a natureza e a sua eterna relação de amor e ódio. e repito-me na audição, como que se de um prémio se tratasse e “Heartland“, enche o pequeno espaço que se transforma numa grande planície onde corre uma leve brisa morna.

owen pallett, aquele dos Final Fantasy (que tiveram que mudar de nome por causa de um jogo de computador com o mesmo nome, para não criar confusões. como se isso fosse possível!), consegue criar uma atmosfera correndo à sua inconfundível voz aliado a uma série de instrumentos, que muitas vezes desaguam em sintetizadores e mais uma série de material electrónico, mas que se unem numa perfeição inquestionável.

vencedor de um Polaris (prémio para músicos canadianos e em que os Austra e Arcade Fire, entre outros aparecem na lista das nomeações deste ano) consegue já ter um trabalho consistente e com isso reunir em torno da sua figura uma série de fãs que esperam ansiosamente pelas suas criações. é nestes casos que esperar um ou dois anos por vezes transforma-se numa singular eternidade.

+ página oficial

+ myspace

 

Partilhe este artigo:

Sem comentários

  1. Sem comentários

Comente