focando-nos apenas no ponto que verdadeiramente interessa tudo o resto é acessório. fazendo este exercício podemos descobrir pormenores que antes passavam ao lado.

e quando se juntam dois músicos desta natureza todos esses pormenores ganham uma outra vida. aqui num ambiente mais electrónico, mas sem fugir à essência de cada um deles, somos levados numa viagem sem sair do mesmo espaço. é possível com apenas três músicas, e percorrendo territórios muito “líquidos”, quase sentir uma presença continua de experimentação, mas com um sentido final totalmente definido. as músicas, despidas de palavras, contam-nos hstórias que são reveladas pelos nossos sentidos, pelas nossas reacções emocionais. estas são tanto mais intensas quanto maior for a nossa “disponibilidade” para a fruição dos sons.

é complexo traduzir em palavras o que se sente quando se ouve música. é talvez um dos momentos mais, infinitamente, íntimos, mas a vontade de partilha é demasiado extensa para ficar apenas com esta riqueza instalada no meu lado.

temos pelo menos esse lado muito humano, necessidade de partilhar as coisas belas.

+ Ólafur Arnalds 

+ Nils Fraham facebook

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