este é um daqueles filmes que não nos deixa ficar indiferentes. a trama é o reflexo de uma sociedade que vende e compra o futuro das pessoas, sendo a sua representação reduzida a números que correm, a cores, no monitor de um computador.

agarrados a estas ilusões estão homens e mulheres que ganham dinheiro, com um tal volume, que se lançam em estilos de vida que pouco conseguem ter.

depois, com o passar do tempo, e como jogo que é, o risco surge e com ele as escolhas que ditam a perda ou o ganho de verdadeiras fortunas.

os efeitos colaterais são incontornáveis, mas como as pessoas não têm rosto, nem vida, nem sonhos, nem dificuldades, e são apenas ideias que surgem como que sombras , tudo é relativizado.

hoje o futuro dita estas regras, mas o mundo é suficientemente elástico para se adaptar e criar novas oportunidades num amanhã projectado em falsas esperanças.

“margin call” ou “o dia antes do fim”,  é isto tudo e muito mais. é tudo o que não cabe na nossa compreensão, porque se move em mundos que desconhecemos e nos querem ocultar.

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