a noite mesmo não sendo tardia foge ao ritmo normal dos dias e talvez por isso é que a tento prolongar o mais que posso. sei também que o limite diminuiu drasticamente e irei sucumbir antes do meu desejo. vicissitudes.

faltava-me a banda sonora que a pudesse completar e assim mergulhar noite dentro sem grande resistência.

abrem-se os olhos para encontrar as teclas porque a claridade do monitor ainda me faz sentir a presença da tecnologia.

é esta mesma tecnologia que me permite estar a escrever e ouvir este “screws”, do nils frahm e que me deixou descarregar para o meu computador de forma totalmente legal este álbum. aliás quem quiser ainda pode visitar a página que o download ainda está activo.

a contrapor esta digitalidade toda está a música sublime que este alemão consegue produzir e que, segundo li, está a editar novo álbum este ano.

há uma ligação intimista que se cria automaticamente, isto porque, não há distrações possíveis neste álbum. a música é pura, quase que silenciosa, de um minimalista que por vezes faz crer que do silêncio mais nada resulta se não o próprio silêncio.

e é egoísta. esta música não dá para partilhar. é quase um exercício solitário que por uma qualquer razão ele decidiu partilhar. partilhar o seu silêncio e o seu egoísmo.

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