e de novo visito nils frahm, numa noite atípica em que perante os desafios decido não cruzar os braços. eles não devem ficar como duas árvores caídas, colados ao corpo. seria um peso enorme para suportar afinal as árvores, quando grandes, são imensamente pesadas.

decido então seguir em frente, num mar por vezes tempestuoso, mas que por isso mesmo ensina imenso a saber viver.

e é neste seguimento, quase perfeito que oiço estas, “For”, “Peter”, duas pérolas geladas que deambulam entre um sonambulismo denso e uma experimentação quase etérea.

estranho pensar que a música pode ter sabor, quando é algo de imaterial, mas na verdade parece-me quase doce toda esta névoa difusa. talvez seja a cenário perfeito para que o onírico se proclame como um ser superior. projectar acordado o imaginário intocável ainda causa maior satisfação que a concretização dessa mesma realidade.

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